O benefício refeição que acaba em nove dias virou um dos principais desafios do RH. Assim sendo, quando o saldo se esgota cedo demais, o gestor é obrigado a rever prioridades e a olhar para além do valor nominal.
Para enfrentar o cenário, o iFood Benefícios aposta em inteligência artificial, análise do consumo e parcerias. Além disso, a proposta é aumentar a durabilidade do vale e apoiar decisões mais estratégicas do RH. Ademais, a estratégia está ligada ao posicionamento “alimentar o futuro”, que procura integrar tecnologia, alimentação e inteligência de dados.
IA e consumo na gestão de benefícios
Uma das frentes está na análise dos hábitos de consumo. Dessa forma, a partir dos dados transacionais, a plataforma consegue oferecer informações que ajudam as empresas a:
- Compreender o custo da alimentação em diferentes mercados;
- Avaliar se o valor concedido está adequado à realidade dos profissionais;
- Definir parâmetros mais próximos da realidade.
Essa leitura é fundamental para que o benefício não se torne apenas um complemento insuficiente, em vez de contribuir para o bem-estar e a segurança alimentar. Assim, o RH, então, precisa avaliar se o valor concedido continua adequado à realidade dos profissionais.
Variação de preços entre mercados
As variações de preço entre diferentes mercados são um dado central nesse processo. Por exemplo, a análise transacional permite cruzar informações e mostrar ao RH onde o benefício perde força. Dessa forma, é possível definir parâmetros mais próximos da realidade.
Judite: a IA que apoia o RH
A tecnologia também aparece por meio da Judite, inteligência artificial utilizada internamente para apoiar análises, identificar variações e transformar dados em informações aplicáveis ao negócio. Além disso, a abertura dessas ferramentas amplia a discussão sobre o uso prático da IA no RH. Dessa forma, mais do que automatizar atividades, a tecnologia pode ajudar a identificar padrões, organizar informações e apoiar decisões sobre benefícios, consumo e experiência dos colaboradores.
Ecossistema amplia poder de compra
O iFood Benefícios também procura ampliar a durabilidade do vale por meio de um ecossistema de parceiros, descontos e ofertas integradas ao aplicativo. Nesse sentido, a intenção é permitir que o mesmo valor gere mais poder de compra. Além disso, segundo a executiva, as iniciativas podem ampliar em até 40% a durabilidade do benefício, dependendo da forma de utilização e das oportunidades acessadas pelo colaborador.
Na prática, o mesmo valor deixa de ser um teto e passa a ser um ponto de partida. Já que as ofertas integradas ao aplicativo criam novas formas de o colaborador aproveitar o benefício.
A fonte não detalhou, no entanto, a lista completa de parceiros nem as condições de participação no programa. Ademais, a fonte também não detalhou se haverá novas categorias de parceiros ou se o modelo será estendido a todas as empresas.
Manoela reforçou que o iFood Benefícios não pretende se afastar da marca principal. Sendo assim, a estratégia é justamente explorar a integração com o ecossistema iFood, aproveitando sua presença no cotidiano dos consumidores, sua infraestrutura tecnológica e suas parcerias.
Se antes havia dúvidas sobre a diferença entre o aplicativo de entregas e a operação de benefícios, a avaliação da empresa é que esse entendimento avançou. Dessa forma, o nível de conhecimento da marca já permite apresentar o iFood Benefícios como uma solução própria, mas conectada a um ecossistema maior.
O que muda para o RH
Para o RH, a mensagem é clara: quando o benefício termina em poucos dias, o problema não está apenas no cartão. Ou seja, está na política, na leitura dos dados e na capacidade da empresa de compreender como seus colaboradores realmente vivem. Sobretudo, é nesse ponto que a inteligência de dados se torna uma aliada importante para a gestão de pessoas.
Essa é, segundo a empresa, uma das principais mudanças provocadas pela inteligência de dados no RH. Nesse contexto, a proposta de “alimentar o futuro” procura integrar tecnologia, alimentação e inteligência de dados em uma experiência mais ampla para empresas e trabalhadores.
Com a combinação de IA, análise de consumo e uma rede de parceiros, a empresa busca apoiar decisões mais estratégicas do RH. No entanto, a fonte não detalhou de que forma essas iniciativas serão implementadas nem quando começarão a valer em cada mercado.
Em resumo, o que se sabe é que a durabilidade do benefício entrou no centro da discussão — e o RH, mais do que nunca, precisa olhar para além do cartão.





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