O CONARH 2026, maior evento de RH da América Latina, encerrou sua programação na quinta-feira, 20 de agosto, com o dia mais cheio dos três na Arena de Conteúdo da Sólides. Foram onze palestras, cobrindo desde neurociência aplicada à gestão até compliance de DP. O último dia foi dedicado a entregar ferramentas para executar o que os dois primeiros dias construíram.
Se terça-feira falou de priorização e quarta-feira de sustentar cultura sob pressão, quinta-feira trouxe método, ciência do comportamento e disciplina de processo. A seguir, um resumo do que marcou o fechamento do evento.
Um dia para executar
A programação final do CONARH 2026 amarrou os aprendizados anteriores. Especialistas apresentaram diferentes perspectivas sobre como colocar em prática as discussões sobre priorização e cultura organizacional. A ciência do comportamento apareceu como fio condutor, mostrando que gestão também é uma questão de estímulo e resposta.
Com tantas palestras em sequência, o público pôde circular por temas complementares, da saúde ocupacional ao compliance de DP. A variedade refletiu a complexidade do trabalho de quem atua com pessoas. Foi esse o cenário que abriu espaço para a palestra de Aline Santos.
Liderança gera estímulos o tempo todo
Aline Santos, fundadora da AS RH e referência em RH nas redes sociais, abriu o dia com uma premissa simples: toda liderança gera estímulo, o tempo todo, mesmo sem perceber. A executiva de RH e LinkedIn TopVoice chamou a atenção para o impacto invisível das atitudes diárias. Palavra, postura, cobrança e até o silêncio diante de um bom resultado são interpretados pelo time.
Modos de operação do cérebro
Segundo Aline, o cérebro está sempre interpretando esses sinais e avalia rapidamente se aquilo é ameaça ou oportunidade. Quando interpreta oportunidade, entra em modo de crescimento: aprende, inova, colabora e entrega mais. Quando identifica ameaça, o modo de proteção é ativado, com respostas de luta, fuga ou congelamento. Esses dois modos de operação ficaram mais claros com a metáfora que Aline usou em seguida.
O GPS comportamental
A palestrante usou uma metáfora para explicar como esses padrões se formam. O cérebro age como um GPS: toda vez que um comportamento leva a um resultado que vale a pena, o caminho é salvo e repetido na próxima situação parecida. Esse ciclo de comportamento, resultado, avaliação e repetição é o que decide o que o time faz de novo amanhã.
O ciclo comportamento–resultado–repetição
A implicação prática é direta: líderes que reconhecem e recompensam comportamentos desejados ajudam a fixar rotas produtivas. Por outro lado, estímulos negativos podem consolidar atalhos defensivos, que prejudicam a inovação e a colaboração. O que está por trás desses atalhos é o sistema de recompensa cerebral.
Neurotransmissores do engajamento
Por trás desse processo está o sistema de recompensa do cérebro, movido por quatro neurotransmissores. A dopamina está ligada à motivação e ao aprendizado. A ocitocina, à confiança e à conexão. A serotonina, ao bem-estar. E a endorfina, ao prazer e à sensação de conquista.
Dopamina, ocitocina, serotonina e endorfina
Compreender essa química ajuda a desenhar práticas de gestão mais eficazes. Em vez de depender apenas de metas e cobranças, líderes podem criar condições para que o time sinta progresso, pertencimento e reconhecimento. Esse entendimento sobre o comportamento humano se somou às demais apresentações do último dia.
Palestrantes do encerramento
Ao longo do dia, outros nomes passaram pela Arena de Conteúdo da Sólides. Entre eles estavam:
- Marcela Zaidem, fundadora da CNP People Solutions;
- Adriano Lima, executivo C-Level e especialista em coaching executivo;
- Paula Braccesi, executiva em RH e carreiras, fundadora da Choices;
- Camila Poiano, especialista em gestão comportamental;
- Carol Cabral, especialista em RH e autora da série Vida de RH;
- Márcio Caixeta, especialista em Saúde Ocupacional e DP;
- Vanessa Soares, advogada, auditora e consultora jurídica trabalhista;
- Karolyne Fabreto, mentora de carreira e especialista em recolocação premium;
- Ana Paula Soares Veloso, gerente de relações corporativas da SKEMA Business School.
A fonte não detalhou o conteúdo específico de cada apresentação, mas a diversidade de expertises mostra a amplitude de temas que o evento se propôs a cobrir. A organização do CONARH 2026 não divulgou mais informações sobre os bastidores do último dia até o fechamento desta matéria.
Um encerramento com método
O último dia do CONARH 2026 deixou uma mensagem clara: executar exige mais do que inspiração. As palestras conectaram neurociência, comportamento e processos para oferecer caminhos práticos de gestão. A liderança, como mostrou Aline Santos, é um campo de estímulos permanentes.
Com o fim da programação, o evento consolida seu papel como um dos principais encontros de RH da América Latina. Os próximos passos do setor, segundo as discussões, passam por entender melhor como o cérebro humano responde às práticas corporativas.





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