ROI do controle de ponto eletrônico: como calcular

ROI do controle de ponto eletrônico: como calcular

Gestores de RH e DP frequentemente não sabem por onde começar a calcular o retorno do controle de ponto eletrônico. Os dados estão espalhados entre planilhas de horas extras, processos trabalhistas e o tempo que o time gasta fechando a folha de ponto todo mês. Este guia reúne o cálculo do ROI do controle de ponto eletrônico, os custos ocultos de manter um sistema ultrapassado e os argumentos que funcionam na hora de apresentar esse retorno para a diretoria.

O que é ROI no controle de ponto

ROI é a sigla para Return on Investment, ou retorno sobre o investimento. No controle de ponto, ele mede quanto a empresa economiza ao adotar um sistema eletrônico ou digital, comparado ao que gastava com falhas, retrabalho e passivos trabalhistas do controle manual. A fórmula usada para calcular esse retorno é: ROI = (Receita – Investimento) / Investimento. Aqui, “receita” é o quanto a empresa deixou de gastar: horas extras pagas indevidamente, multas trabalhistas, tempo de fechamento de folha e erros de lançamento.

“Investimento” é o valor pago pelo sistema de ponto eletrônico ou digital.

Custos ocultos do ponto manual e mecânico

Antes de calcular o retorno, vale entender o outro lado da conta: o que cada tipo de controle de ponto custa hoje, mesmo quando parece “gratuito”. O ponto manual, em cartão de papel, e o ponto mecânico, no relógio cartográfico, têm baixo custo de equipamento. Mas cobram o preço em outro lugar. Falta de energia, erros de configuração e cartões perdidos geram retrabalho constante para o DP. Ambos exigem espaço físico para armazenar registros e horas de apuração manual todo mês.

E, em uma reclamação trabalhista, são os métodos mais fáceis de contestar judicialmente, porque não têm garantias contra fraude ou erro de preenchimento.

Despesas que passam despercebidas no cartão manual

O cartão de ponto manual gera despesas que muitas vezes passam despercebidas até o fechamento do mês. Já o ponto eletrônico com biometria ou leitura de cartão resolve parte desses problemas, mas carrega custos próprios. O equipamento é caro e exige manutenção preventiva recorrente. Cartões perdidos geram reposição e burocracia administrativa. Empresas com mais funcionários precisam de múltiplos relógios de ponto para evitar filas, e a lei ainda exige o fornecimento do comprovante de marcação, o que significa comprar papel térmico com regularidade.

Some a isso o tempo que o RH gasta tratando esses dados manualmente.

Tempo de fechamento também é custo

Quanto mais antigo o sistema, mais horas são necessárias para coletar informações, calcular banco de horas e fechar a folha de ponto todo mês. Esse tempo tem custo, mesmo que não apareça em uma nota fiscal. Vale conhecer os tipos de controle de ponto disponíveis antes de decidir qual se encaixa melhor no porte e na rotina da empresa.

Como levantar dados para o cálculo

Calcular o ROI depende de levantar dados reais do seu setor de gestão de pessoas antes e depois da implementação. Peça ao time de DP que reúna: total de horas perdidas mensalmente com atrasos e faltas mal registradas; tempo médio que cada colaborador leva para bater o ponto; quantidade de erros de lançamento manual por mês e seu impacto financeiro, incluindo o cálculo correto de hora extra, como pagamentos a maior ou a menor; tempo médio gasto no fechamento do ponto e na integração com a folha de pagamento; número de processos trabalhistas relacionados a horas não contabilizadas corretamente.

Some essas perdas ao longo do último ano e compare o resultado ao valor investido no sistema. Esse já é um primeiro indicador de economia, mesmo antes de considerar o preço do software em si.

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