A 3ª edição do Engaja S/A, índice nacional de engajamento realizado pela Flash em parceria com a FGV EAESP, aponta que pais e mães são os profissionais mais engajados no mercado de trabalho brasileiro.
De acordo com o levantamento, 45% dos colaboradores com filhos estão engajados, enquanto o percentual entre aqueles sem filhos é de 30%. Esse resultado supera a média geral dos trabalhadores do país, que é de 39%.
Pais e mães lideram ranking de engajamento
O estudo traz uma perspectiva também sobre a evolução desse engajamento. Em relação ao levantamento anterior, os profissionais com filhos registraram uma redução de 5%.
Apesar disso, eles permanecem no topo do ranking. De acordo com os dados, pais e mães não aparecem como os menos envolvidos com o trabalho; aparecem no extremo oposto.
Essa posição de destaque pode ser explicada por uma série de fatores. A pesquisa ressalta que a combinação de responsabilidades profissionais e familiares traz uma dinâmica própria.
Ainda assim, o índice geral indica que é preciso atenção às condições do ambiente. É nesse ponto que a flexibilidade ganha centralidade.
Os dados mostram que pais e mães se destacam, mas a pesquisa não detalha os motivos dessa diferença. Ainda assim, a redução de 5% chama a atenção para a necessidade de acompanhar a evolução desse indicador.
Para as organizações, monitorar esse percentual é fundamental para ajustar políticas de retenção.
Modalidades de trabalho e engajamento
Os números mostram que o formato de atuação interfere diretamente na motivação. Entre pais e mães, os índices de engajamento por modalidade são:
- Presencial: 42,9%
- Híbrido: 48,7%
- Remoto: 58,8%
Entre 2024 e 2025, a proporção de pais e mães trabalhando presencialmente passou de 72% para 74,9%. No mesmo período, os modelos híbrido e remoto perderam espaço entre esse público.
Essa movimentação acompanha a tendência de retorno aos escritórios, mas o estudo indica que isso pode representar um risco.
A discussão sobre o retorno aos escritórios também passa a ser uma discussão de retenção de talentos. Com o presencial oferecendo o menor engajamento, as empresas precisam avaliar cuidadosamente suas políticas.
O trabalho remoto ou híbrido e horários flexíveis aparecem, justamente, entre os fatores mais valorizados pelos colaboradores com filhos.
Os números do Engaja S/A mostram que a modalidade totalmente remota é a mais favorável ao engajamento de pais e mães. Isso não significa que todas as empresas devam adotar esse modelo.
Indica, entretanto, que a oferta de opções pode ser um diferencial na atração e retenção de talentos. A pesquisa coloca em evidência, assim, a relação entre local de trabalho e nível de envolvimento.
Flexibilidade como fator-chave
O Engaja S/A identificou práticas empresariais que exercem maior influência sobre o engajamento de profissionais com filhos. Entre elas, a flexibilidade e a autonomia possuem peso especialmente relevante.
Na prática, flexibilidade pode representar a possibilidade de levar uma criança à escola sem transformar alguns minutos de atraso em um problema.
A pesquisa aponta, ainda, que um benefício pode ser relevante para determinado grupo e pouco significativo para outro. Por isso, as soluções precisam ser pensadas de forma segmentada.
Não existe uma fórmula única, e o que funciona para um perfil pode não ter o mesmo efeito em outro.
A flexibilidade, nesse contexto, é um instrumento de apoio à rotina familiar. O exemplo da criança na escola, citado pela pesquisa, ilustra como pequenos ajustes fazem diferença.
O levantamento mostra que essa prática contribui para que pais e mães se mantenham engajados.
Benefícios com impacto por gênero
As diferenças também aparecem quando o recorte é por gênero. Para homens com filhos, as práticas que mais contribuem para o engajamento são:
- Plano de carreira
- Benefícios flexíveis
- Participação nos lucros e resultados (PLR)
- Benefícios parentais
- Short friday
Para mulheres com filhos, a composição de práticas que contribuem para o engajamento muda, mas o levantamento não detalhou quais são essas práticas.
Essa lacuna não impede que as empresas adotem uma escuta ativa de seus times. Compreender as necessidades específicas de cada grupo é essencial para desenhar uma proposta de valor atrativa.
O estudo reforça que o engajamento não é uniforme, e as organizações devem estar atentas a essas variações. Em um cenário de transformação do trabalho, esses dados servem de guia para lideranças e equipes de RH.





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