Mobilidade interna V8.Tech: estratégia para reter talentos

Mobilidade interna V8.Tech: estratégia para reter talentos

Em um mercado de tecnologia marcado pela alta rotatividade, a V8.Tech aposta na mobilidade interna como ferramenta para reter talentos. A estratégia consiste em mapear as competências disponíveis e realocar profissionais entre projetos e unidades de negócio, conforme informou a empresa. O movimento procura reduzir a dependência do recrutamento externo e evitar períodos de ociosidade entre o encerramento de um contrato e o início de uma nova demanda.

Números da iniciativa

Nos últimos 12 meses, 19% das posições preenchidas na V8.Tech envolveram algum tipo de movimentação interna. A empresa afirma ter registrado uma redução de 30% no turnover no mesmo período. Carolina Martins Piombo, diretora de Recursos Humanos da V8.Tech, é a responsável pela condução do projeto.

Pesquisa da Robert Half mencionada pela V8.Tech indica que 24% das empresas perceberam crescimento nas demandas por profissionais temporários. Esse cenário reforça a necessidade de estratégias internas de realocação, segundo a companhia.

Como funciona o processo

O RH acompanha as competências técnicas dos profissionais, a disponibilidade prevista nos contratos e as necessidades das diferentes unidades de negócio. Essas informações são combinadas às aspirações de carreira manifestadas pelos colaboradores. A intenção é identificar oportunidades antes do encerramento de cada ciclo.

Um especialista que conclui sua participação em determinado projeto pode ser direcionado para outra demanda compatível com sua experiência. A gestão depende de uma comunicação constante entre RH, lideranças e responsáveis pelos contratos. Além disso, exige que a empresa mantenha informações atualizadas sobre conhecimentos técnicos, certificações, experiências anteriores e interesses profissionais.

Ganhos operacionais e financeiros

Um dos principais ganhos apontados pela V8.Tech está na redução do tempo de onboarding. Profissionais que já conhecem a cultura, os processos e os padrões técnicos da companhia tendem a precisar de menos tempo para assumir novas responsabilidades. A substituição de especialistas envolve despesas com recrutamento, seleção, treinamento e integração.

Há impactos menos visíveis, como a perda de produtividade durante a adaptação e a saída de conhecimentos específicos sobre clientes e projetos. De acordo com a V8.Tech, a realocação permite reduzir parte desses custos e manter a capacidade de entrega durante as transições. A eficiência financeira depende da compatibilidade entre as competências do profissional e as necessidades da nova posição.

Lições para o mercado

A experiência da empresa mostra como a mobilidade interna pode deixar de ser uma resposta pontual à falta de profissionais e passar a integrar o planejamento da força de trabalho. A estratégia ganha consistência quando a realocação vem acompanhada de desenvolvimento, conversas de carreira e condições adequadas para assumir os novos desafios.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

More Articles & Posts