CONARH 2026 chega ao fim com IA no centro e pessoas no horizonte
A 52ª edição do CONARH chegou ao fim com cerca de 40 mil participantes, 120 palestrantes e 320 expositores. O encontro, promovido pela ABRH Brasil, teve a inteligência artificial como protagonista, mas reforçou a importância do fator humano na gestão.
Os três dias de intensos debates sobre tecnologia, liderança e futuro do trabalho reuniram cerca de 40 mil participantes, 120 palestrantes e 320 expositores em uma área de 43 mil m². Com o tema “Brasil Global: O futuro da gestão é humano”, o congresso colocou em pauta as transformações que já começam a chegar à rotina das empresas.
O encontro ocorre em um momento de profundas mudanças no mundo do trabalho, marcado pelo avanço da automação e pela cobrança por humanização nas relações corporativas. As empresas buscam equilibrar eficiência e bem-estar, e o CONARH 2026 serviu de vitrine para essas novas demandas. Ao fim da jornada, ficou claro que as discussões levantadas ao longo dos três dias estão apenas começando.
O desafio do futuro humano
A programação do CONARH abordou temas como inteligência artificial, liderança, cultura, diversidade, qualificação profissional, benefícios, saúde e novas jornadas de trabalho. A diversidade de assuntos reflete o momento de transformação das organizações, onde o RH é chamado a atuar de forma estratégica.
Temas em destaque
- Inteligência artificial
- Liderança
- Cultura organizacional
- Diversidade
- Qualificação profissional
- Benefícios
- Saúde
- Novas jornadas de trabalho
Os painéis e palestras mostraram que a gestão de pessoas deixou de ser apenas um suporte operacional para se tornar parte central da estratégia de negócios. Essa mudança exige novos papéis e novas competências dos profissionais da área.
O próprio tema da edição, “Brasil Global: O futuro da gestão é humano”, explicitou a necessidade de equilibrar o avanço tecnológico com a essência humana das relações de trabalho. Nesse cenário, a qualificação profissional surge como um dos principais desafios apontados pelos especialistas. As discussões indicaram que o futuro do RH passa por integrar dados e pessoas, algoritmos e empatia.
IA deixa o campo das promessas
Se houve um assunto impossível de ignorar no CONARH, foi a inteligência artificial. Desde os estandes de expositores até os palestrantes, a IA esteve presente de forma transversal. A diferença desta edição, no entanto, é que o debate avançou da pergunta “o que a IA poderá fazer?” para demonstrações concretas de como ela já começa a operar nos processos de Recursos Humanos.
Isso implica uma nova postura dos profissionais da área, que precisam entender a tecnologia como uma aliada na gestão de pessoas.
Aplicações da IA no RH
- Automação de tarefas repetitivas
- Análise preditiva de desempenho
- Atendimento a colaboradores
Essas aplicações foram temas recorrentes, ainda que a fonte não tenha detalhado casos específicos. O que se evidenciou é que a IA está deixando o campo das promessas e passando a integrar sistemas reais de RH.
Ao mesmo tempo, o congresso mostrou que o fator humano continua sendo insubstituível nas decisões mais complexas, que envolvem julgamento ético e sensibilidade.
Fronteiras em movimento
Outro sinal claro desta edição foi o desaparecimento das fronteiras tradicionais dentro do RH. Áreas que antes tinham escopos bem definidos agora se integram, e o próprio setor de RH passa a dialogar com outras funções da empresa.
Fornecedores que durante anos ocuparam nichos específicos começam a disputar uma presença maior na jornada do colaborador e na operação cotidiana do RH. Essa convergência é acompanhada por novos desafios de integração e de experiência do funcionário, temas que estiveram em vários painéis.
Desafios da integração
- Integração entre áreas do RH
- Diálogo com outras funções da empresa
- Experiência do funcionário
O movimento reflete uma visão mais ampla da gestão de pessoas, onde front e back office se conectam com maior fluidez. As empresas precisam se adaptar a esse novo ecossistema, no qual tecnologia, processos e pessoas operam de forma integrada. O CONARH deixou claro que o RH do futuro é descentralizado e colaborativo, rompendo silos históricos.
Cultura e liderança no centro
Em meio à quantidade de telas, agentes e demonstrações de IA, cultura e liderança continuaram presentes. Os painéis dedicados a esses temas reforçaram que a tecnologia precisa estar a serviço do desenvolvimento humano.
Liderança com dados e empatia
A discussão sobre novas jornadas e a qualificação profissional andam de mãos dadas com a valorização da cultura organizacional. As lideranças, nesse contexto, são desafiadas a equilibrar dados e pessoas, automação e empatia.
Bem-estar e diversidade
A diversidade e a saúde também ganharam espaço nas conversas, evidenciando que o bem-estar dos colaboradores é um fator determinante para a produtividade e a retenção de talentos. A cultura organizacional aparece como o grande fio condutor dessas práticas, capaz de criar ambientes mais inclusivos e saudáveis.
Em um evento tomado por novidades tecnológicas, a mensagem mais humana foi a que mais ecoou.
Estandes viram plataformas
A transformação dos estandes chamou a atenção nesta edição. A presença das marcas deixou de ser apenas uma disputa por metragem ou demonstração de produtos e passou a incorporar conteúdo, entretenimento e experiências capazes de gerar relacionamento.
O case Sólides
A Sólides foi um exemplo desse movimento. Em uma arena de 265 m², a empresa combinou debates sobre gestão e tecnologia, transmissões ao vivo e atrações como Danni Suzuki, Dado Schneider e Acelino “Popó” Freitas.
O estande funcionou durante os três dias como um espaço de conteúdo e encontro com profissionais de RH, mostrando como a experiência passou a fazer parte da própria estratégia de presença das HR Techs em grandes eventos. Mais do que expor produtos, as marcas buscam criar memórias e fortalecer vínculos com o público. Essa tendência deve se aprofundar nas próximas edições, à medida que a concorrência aumenta.
Inovação ganha disputa
A edição de 2026 também procurou ampliar as fronteiras tradicionais do congresso. Para isso, promoveu a Competição RH Tech, com mais de 50 startups inscritas. Na etapa final, oito empresas apresentaram suas soluções e a vencedora foi a Lovel, uma plataforma que centraliza processos de recrutamento.
Premiação da startup vencedora
- Mais de 50 startups inscritas
- Oito finalistas
- Vencedora: Lovel, plataforma de recrutamento
- Prêmio: espaço de 9 m² no CONARH 2027
A premiação incluiu um espaço de 9 m² no CONARH 2027, o que evidencia a aposta da organização em fomentar a inovação aberta.
O evento também manteve espaço para as discussões mais amplas sobre o futuro do trabalho, demonstrando que a inovação não se resume a tecnologia, mas envolve também novos modelos de gestão. A competição de startups trouxe um ambiente de energia empreendedora ao congresso, conectando o RH às tendências do mercado. A presença de tantas iniciativas revela um ecossistema vibrante, que encontrará cada vez mais espaço nos eventos do setor.
Reconhecimento aos melhores projetos
A programação também manteve uma das tradições da ABRH Brasil: o Prêmio Ser Humano. Criado em 1993 e conhecido como “Oscar do RH”, a premiação reuniu nesta edição 63 projetos distribuídos por quatro modalidades.
Destaques do Prêmio Ser Humano
- 63 projetos inscritos
- 4 modalidades
- Conhecido como “Oscar do RH”
- Criado em 1993
A iniciativa celebra boas práticas e estimula o compartilhamento de soluções que transformam a gestão de pessoas. Os projetos vencedores, em diferentes categorias, mostram como o RH pode liderar mudanças significativas nas organizações.
A cerimônia de entrega, realizada durante o evento, foi um dos momentos mais aguardados da agenda. Reconhecer esses projetos é essencial para inspirar outros profissionais e consolidar uma cultura de inovação na área. O prêmio reafirma, ainda, o compromisso da ABRH Brasil com a valorização do capital humano.
Um futuro ainda em construção
O CONARH terminou, mas boa parte das questões levantadas nos três dias está apenas começando. Os participantes saem do evento com a certeza de que a transformação do RH é uma jornada contínua, onde tecnologia e pessoas caminham juntas.
A edição de 2026 não entregou respostas definitivas, talvez nem pudesse. O próprio formato do evento, com palestras, competições e experiências, apontou mais caminhos do que conclusões.
O que esperar do CONARH 2027
O CONARH 2027, marcado para agosto do próximo ano em São Paulo, encontrará um mercado provavelmente ainda mais transformado. Até lá, o desafio é colocar em prática o que foi aprendido e seguir perguntando como tornar a gestão de pessoas mais humana e eficiente ao mesmo tempo. A expectativa é que o debate continue, não apenas nos eventos, mas dentro das empresas.





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