CONARH 2026: o futuro da gestão tem DNA brasileiro

CONARH 2026: o futuro da gestão tem DNA brasileiro

O CONARH 2026 aconteceu entre 18 e 20 de agosto, na Expo Imigrantes, em São Paulo, e encerrou com um saldo positivo de ideias e conexões. Além disso, o evento reuniu milhares de profissionais de RH, comunicação corporativa, marketing e áreas comerciais, entre participantes, palestrantes e expositores.

Assim sendo, com o tema central “Brasil Global: O futuro da gestão é humano”, as discussões tiveram como grandes destaques as palestras de Richard Barrett, presidente da Barrett Academy, e de Cristiano Kruel, CIO da StartSe.

Um evento que une diversidade e conhecimento

A programação do CONARH 2026 foi desenhada para atender a um público heterogêneo. Dessa forma, profissionais de recursos humanos, comunicação corporativa, marketing e áreas comerciais puderam, nos três dias de evento, explorar uma vasta agenda de conteúdo.

Além das palestras, a presença de expositores agregou uma dimensão prática à experiência, permitindo que os visitantes conhecessem novas ferramentas e serviços. Portanto, essa combinação entre teoria e prática é uma das marcas do evento.

O público, em sua maioria formado por profissionais de média e alta liderança, buscava respostas para desafios concretos e tendências emergentes. Ademais, o clima de colaboração era evidente, com trocas de cartões e conversas que se estendiam pelos corredores.

O Brasil como protagonista da gestão humana

Inteligência relacional como diferencial

Em sua apresentação, Richard Barrett trouxe uma mensagem que pode ser interpretada como um chamado à valorização da cultura local. Ou seja, para o presidente da Barrett Academy, se o futuro da gestão é humano, o Brasil sai na frente.

A justificativa está naquilo que ele chama de inteligência relacional, um traço que o país pode estruturar para se diferenciar no cenário global. Isto é, essa inteligência se manifesta na capacidade de se comunicar com empatia, de construir confiança rapidamente e de navegar por ambientes de alta complexidade.

No ambiente corporativo, isso se traduz em equipes mais coesas e líderes mais próximos de seus colaboradores. Além disso, Barrett destacou que esse patrimônio cultural precisa ser conscientizado para não se perder na onda de padronização global.

Estruturar o que já é natural

O desafio, segundo Barrett, é amadurecer qualidades como calor humano, adaptabilidade, hospitalidade e otimismo. Ou seja, é preciso transformar esses atributos em práticas de gestão coerentes e alinhadas a propósito, liderança, cultura, pessoas e sistemas.

Consequentemente, isso exige um trabalho cuidadoso de desenvolvimento de competências, tanto em nível individual quanto corporativo.

Por exemplo, uma liderança que valoriza a hospitalidade pode implementar processos de onboarding mais acolhedores ou criar canais de escuta mais abertos. Por outro lado, a adaptabilidade pode ser estimulada por meio de ambientes que incentivem a experimentação e o aprendizado contínuo.

Essas ações, embora simples, demandam intenção estratégica e acompanhamento de longo prazo. Além disso, o otimismo pode se tornar uma força transformadora quando acompanhado de realismo e foco em soluções.

Inteligência artificial como campo de experimentação

O Brasil como maior sandbox de IA

Na seção dedicada à tecnologia, Cristiano Kruel afirmou que o Brasil é o maior sandbox de inteligência artificial do mundo. Dessa forma, a metáfora revela um país propício à experimentação, onde a curiosidade e a criatividade da população criam um terreno fértil para inovações.

Kruel, CIO da StartSe, argumentou que essas características colocam o país no centro da ruptura tecnológica em curso. Sobretudo, o ambiente brasileiro é marcado pela capacidade de improvisar e encontrar soluções criativas para problemas complexos.

Por exemplo, essa característica pode se refletir em usos inovadores, como em soluções de atendimento ou no agronegócio. No entanto, o executivo também lembrou que o potencial precisa ser acompanhado de responsabilidade.

Democratizar o acesso e o uso da IA

Por que a urgência da democratização

A fala de Kruel evidencia a urgência de debater a democratização da inteligência artificial. Além disso, ele enfatizou que, diante do volume de investimentos direcionados à tecnologia, não podemos ficar fora dessa transformação.

Para ele, é essencial incentivar o uso responsável da IA e ampliar o acesso ao conhecimento. Por exemplo, uma das formas de fazer isso é investir em educação e capacitação, permitindo que mais pessoas entendam como a tecnologia funciona e como podem usá-la a seu favor.

A própria realização de eventos como o CONARH contribui para esse movimento, ao expor um grande número de profissionais a essas discussões. Contudo, o desafio é evitar que a tecnologia se torne um privilégio de poucos.

O legado das conversas informais

O CONARH 2026 deixou claro que o aprendizado vai além dos palcos. Além disso, as conversas de corredor, os encontros no café e as interações entre participantes também ampliam repertórios, aproximam perspectivas e ajudam a construir novas possibilidades para o futuro da gestão.

Muitas parcerias nascem desses momentos espontâneos, fora da roteirização dos eventos. Assim sendo, essa troca não só enriquece a experiência de cada um, mas também fortalece a comunidade profissional brasileira.

É no intervalo entre uma palestra e outra que surgem ideias para projetos colaborativos, indicações de boas práticas ou mesmo diagnósticos compartilhados sobre desafios comuns. Portanto, esse capital social é parte fundamental do valor de um congresso como o CONARH.

Em resumo, ao final de três dias, o CONARH 2026 reafirmou sua posição como um dos principais fóruns de recursos humanos do país. Ou seja, as mensagens de Richard Barrett e Cristiano Kruel apontam para um futuro em que a cultura brasileira — com sua inteligência relacional, curiosidade e criatividade — pode ser a base de um modelo de gestão que coloca as pessoas em primeiro lugar. O caminho envolve estruturação, responsabilidade e, sobretudo, muita conversa. Consequentemente, é exatamente isso que o evento proporcionou.

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Uma resposta para “CONARH 2026: o futuro da gestão tem DNA brasileiro”

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