Segundo dia na CONARH 2026: aprendizados na Arena Sólides

Segundo dia na CONARH 2026: aprendizados na Arena Sólides

O CONARH 2026 chegou ao segundo dia nesta quarta-feira, 19 de agosto, com uma programação ainda mais movimentada, sobretudo na Arena de Conteúdo da Sólides.

Foram oito palestras ao longo do dia, além de um bate-papo ao vivo que fechou a tarde com chave de ouro. Ademais, este artigo traz um resumo do que marcou o segundo dia.

Se o primeiro dia foi sobre priorizar sob pressão, o segundo foi sobre sustentar o que funciona quando a pressão aumenta. Por outro lado, cultura, liderança, dados e experiência do candidato se cruzaram o dia inteiro.

O recado foi direto: o que a empresa diz valorizar só importa se o sistema por trás recompensa esse valor na prática. Assim sendo, essa mensagem perpassou as apresentações e orientou os debates.

Um dia para sustentar o que funciona

Dessa forma, o segundo dia do CONARH 2026 foi marcado pela discussão sobre como manter os valores organizacionais em momentos de alta pressão.

Os palestrantes trouxeram reflexões sobre a distância entre aquilo que as empresas declaram e aquilo que os seus processos efetivamente reforçam. Ademais, a tônica foi a de que não basta discursar sobre cultura; é preciso desenhar sistemas que a coloquem em prática.

Cultura organizacional: mecanismos, não discurso

Uma das falas mais aguardadas foi a de Marcela Zaidem, fundadora da CNP People Solutions e do The Hard Mode. Ela abriu a apresentação com um dado direto de uma pesquisa global:

Para 67% dos CEOs, a principal vantagem competitiva do próximo ciclo não é mais a escala da empresa, e sim a velocidade de adaptação.

Com essa premissa, ela defendeu uma ideia que reorganiza a forma de pensar cultura organizacional. Além disso, segundo Zaidem, cultura não é o discurso da empresa, mas o conjunto de mecanismos que tornam certos comportamentos mais vantajosos que outros. Dessa forma, contratação, metas, promoção e reconhecimento produzem o padrão real, esteja ele alinhado ao discurso ou não. Ou seja, o que o sistema recompensa, na prática, define o comportamento das equipes, independentemente do que os murais e manuais dizem.

Exemplo prático

A palestrante ilustrou esse ponto com um exemplo comum no ambiente corporativo. Por exemplo, quando a empresa diz “colabore”, mas o sistema recompensa resultado isolado, o comportamento produzido é otimização local.

Consequentemente, cada área cuida apenas da própria meta, o que gera retrabalho a cada passagem de processo. Dessa forma, a compensação criada para conviver com esse problema é mais reunião e mais controle.

Portanto, a reunião não é a causa do problema; é a muleta que a empresa cria para sustentar um sistema mal desenhado.

Testes para identificar uma cultura real

Marcela também apresentou três situações que, segundo ela, revelam se uma cultura é real ou só discurso. Entre elas, destacam-se, sobretudo, a pressão e a escala. Dessa forma, cada uma funciona como um teste para avaliar se os valores declarados sobrevivem quando colocados à prova.

Pressão

Por exemplo, quando o resultado aperta, a empresa suspende o padrão ou adapta a forma sem abrir mão da função? Ou seja, se o valor precisa ser interrompido para o resultado acontecer, ele nunca fez parte do modelo de performance.

Portanto, o questionamento serve para distinguir a cultura real daquela que existe apenas no discurso.

Escala

Por outro lado, o crescimento multiplica capacidade ou só multiplica controle? Ou seja, mais gente deveria significar mais capacidade, não mais aprovação e mais supervisão para compensar inconsistência.

Dessa forma, a escala, assim como a pressão, também expõe a distância entre o discurso e a prática.

Perfis na Arena

Além de Marcela Zaidem, a Arena de Conteúdo da Sólides recebeu:

  • Carol Cabral, especialista em RH, desenvolvimento humano organizacional e de lideranças;
  • Vanessa Soares, advogada, auditora e consultora jurídica trabalhista;
  • Gustavo Pimentel, CEO da Gescon Treinamentos;
  • Juliana Asperti, HR Manager e mentora de liderança;
  • Mônica Hauck, CEO e cofundadora da Sólides;
  • Paula Braccesi, executiva em RH e carreiras, fundadora da Choices.

O dia foi encerrado com um bate-papo ao vivo. Além disso, os temas percorridos incluíram cultura, liderança, dados e experiência do candidato.

Bastidores e próximos passos

Para quem quiser ir além deste resumo, o Raio-X do CONARH 2026 chega assim que a última palestra do dia 20 terminar. Dessa forma, o material vai reunir as principais falas de cada palestrante, a análise dos três dias de evento e um checklist prático para aplicar os aprendizados no dia a dia.

Ademais, quem ainda não conferiu o panorama do primeiro dia também pode acessar o resumo completo do primeiro dia do CONARH 2026.

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4 respostas a “Segundo dia na CONARH 2026: aprendizados na Arena Sólides”

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