A Nestlé estruturou uma rede de apoio em saúde mental com mais de 500 colaboradores capacitados para atuar como pontos de escuta e acolhimento. O Programa Parceiros do B.E.M. (Bem-Estar Mental) nasceu da necessidade de ampliar o cuidado com as pessoas, migrando de uma abordagem reativa para uma preventiva e contínua. A iniciativa alcança escritórios, fábricas, centros de distribuição e pontos de venda da empresa.
Rede de apoio em todas as áreas
De acordo com Fabrício Pavarin, diretor de Total Rewards e People Data Analytics da Nestlé, a empresa apostou em uma estratégia de capilaridade para que o cuidado chegasse a todas as operações. A criação de uma rede com mais de 500 Parceiros do B.E.M. permitiu levar conhecimento, acolhimento e orientação para diferentes regiões e níveis hierárquicos. Pavarin destacou que a abrangência da rede foi essencial para garantir consistência na disseminação da cultura de bem-estar.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Multiplicadores da cultura de cuidado
Os participantes atuam como multiplicadores da cultura de cuidado, aproximando a conversa sobre saúde emocional da realidade diária dos colaboradores. Uma das características mais relevantes do programa está na capacidade de reconhecer sinais precoces de sofrimento emocional. Contudo, os Parceiros do B.E.M. não exercem função clínica nem realizam diagnósticos; seu papel é observar, acolher e orientar.
Capacitação sem substituir profissionais
A capacitação dos Parceiros do B.E.M. foi estruturada para oferecer ferramentas de escuta e acolhimento, sem substituir profissionais especializados. A formação é baseada no modelo ‘líder e parceiro’, que capacita os colaboradores para oferecer suporte inicial e direcionar colegas ao atendimento adequado. O CEO e diretores participaram diretamente das mais de 28 mil horas de treinamento promovidas pela iniciativa.
Alta gestão como exemplo
Segundo Pavarin, a participação da alta gestão teve papel decisivo para legitimar o tema dentro da organização. Os treinamentos de liderança passaram a incorporar a saúde emocional como competência de gestão. Os gestores são preparados para reconhecer fatores de risco, estimular a conscientização e criar ambientes psicologicamente seguros dentro de suas equipes.
Critérios de seleção dos parceiros
Entre os fatores considerados na escolha dos participantes estiveram o interesse voluntário, tempo de empresa, disponibilidade para atuar como ponto de apoio, compromisso pessoal com o bem-estar e capacidade de acolhimento. Segundo Pavarin, a combinação desses elementos garante legitimidade ao papel desempenhado pelos parceiros. “Buscamos pessoas que tenham genuíno interesse em contribuir para o bem-estar coletivo e que possam atuar como referências positivas dentro de suas áreas”, afirmou o diretor.


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