As micro e pequenas empresas (MPE) têm se destacado como principais empregadoras de mulheres no Brasil, segundo levantamento do Sebrae. O estudo revela que esses negócios concentram maior presença feminina no emprego formal e apresentam diferença menor de remuneração entre homens e mulheres, na comparação com médias e grandes empresas. Apesar dos avanços, a desigualdade salarial ainda persiste em todos os portes.
Diferença salarial menor nas MPE
Em valores absolutos, os homens empregados em micro e pequenas empresas recebem, em média, R$ 3.056,29, enquanto as mulheres ganham R$ 2.596,77. Nas médias e grandes empresas, a remuneração média masculina é de R$ 4.630,41, contra R$ 3.586,40 entre as mulheres. A desigualdade salarial permanece presente em todos os portes de empresa, mas com intensidades distintas.
Nas MPE, as mulheres recebem, em média, cerca de 15% menos que os homens. Já nas médias e grandes empresas, a diferença salarial chega a 23%. Isso mostra que, embora a disparidade exista, ela é proporcionalmente menor nos pequenos negócios.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
MPE como vetor de inclusão
O estudo aponta que as MPE têm potencial para funcionar como vetor de inclusão social e econômica. Esses negócios absorvem uma parcela expressiva da mão de obra feminina, contribuindo para a geração de renda, a autonomia financeira das mulheres e o desenvolvimento local. A presença maior de mulheres nas micro e pequenas empresas é um avanço importante, mas ainda há desafios pela frente.
Desafio: transformar representatividade em equidade
O desafio, segundo o levantamento, é transformar representatividade em equidade. A redução efetiva das desigualdades dependerá da capacidade de empresas, gestores e políticas públicas de criarem condições para que a contratação feminina venha acompanhada de valorização, desenvolvimento e remuneração justa. Embora as MPE liderem a inclusão, o caminho para a igualdade de gênero no trabalho ainda requer medidas concretas.





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