Agentes de IA de RH avançam sobre folha e ponto

Agentes de IA de RH avançam sobre folha e ponto

A Benner, empresa de tecnologia para gestão empresarial, anunciou uma série de inovações voltadas à automação de rotinas de Recursos Humanos, com destaque para agentes de inteligência artificial aplicados à auditoria de folha de pagamento e controle de ponto. As mudanças, apresentadas recentemente, prometem reduzir tarefas repetitivas, mas também ampliam a responsabilidade humana sobre dados, segurança e decisões. Segundo a companhia, a aposta inclui automação de auditorias, criação de agentes personalizados e integração de sistemas.

Para Ilana Brancalhão, gerente de Produto de RH da Benner, a automação dessas rotinas pode reduzir controles paralelos e liberar os profissionais para atividades de maior impacto sobre os negócios. A executiva explica que a proposta é automatizar conferências baseadas em cálculos, parâmetros legais e comportamentos repetitivos. Com isso, o RH pode diminuir a dependência de planilhas paralelas e verificações realizadas individualmente.

Agentes especialistas em auditoria de folha

No caso dos agentes especialistas em auditoria de folha e de ponto, a proposta é automatizar conferências baseadas em cálculos, parâmetros legais e comportamentos repetitivos. Com isso, o RH pode diminuir a dependência de planilhas paralelas e verificações realizadas individualmente. A empresa também desenvolveu um agente dedicado às tendências da folha. A ferramenta observa oscilações de comportamento e apresenta comparações históricas, oferecendo informações para que a área identifique alterações e tome decisões com maior rapidez.

Uma das apostas da Benner é o Atelier, solução que permitirá aos clientes desenvolver agentes adaptados às necessidades de suas operações. A proposta é automatizar tarefas repetitivas e analíticas que variam de uma empresa para outra. “Será possível que cada cliente crie seus próprios agentes, reduzindo cargas operacionais e liberando mais tempo para definições estratégicas e tomadas de decisão conscientes, ágeis e pautadas em dados”, explica Ilana.

Segurança e rastreabilidade no Atelier

Segundo Ilana, o Atelier procura enfrentar a questão da segurança por meio de controles de acesso, autorização das fontes de dados e definição de níveis de autonomia. Cada agente recebe limites sobre como poderá atuar e quais informações estará autorizado a utilizar. “Todas as execuções são rastreáveis e auditáveis, garantindo controle sobre dados sensíveis sem limitar a capacidade de personalização da empresa”, afirma.

A automação também modifica as competências esperadas dos profissionais. Se parte das conferências manuais passa a ser executada por agentes, o RH precisa aprender a configurar, supervisionar e questionar essas ferramentas. Para Ilana, o conhecimento sobre o uso correto da inteligência artificial e os critérios de segurança passa a fazer parte da formação da área. O profissional deverá compreender se as soluções adotadas protegem adequadamente as informações e respeitam os limites estabelecidos pela empresa.

Visão holística dos indicadores

Ao mesmo tempo, a redução das tarefas repetitivas pode ampliar o espaço para uma visão mais abrangente dos indicadores organizacionais. “Os profissionais passam a olhar de maneira mais holística para os indicadores, com foco maior em resultado, lucro e EBITDA, relacionando suas atividades aos objetivos da empresa”, afirma a gerente. Essa mudança de perspectiva pode aproximar o RH das metas estratégicas do negócio.

Ponto Web gamificado

Outra iniciativa apresentada pela Benner é o Ponto Web gamificado. A solução leva elementos como rankings, reconhecimento e premiações para um processo normalmente associado à burocracia trabalhista. Segundo Ilana, a gamificação procura mostrar que a regularidade no cumprimento dos horários produz resultados. As empresas poderão criar mecanismos de reconhecimento, incluindo rankings públicos dos colaboradores com maior regularidade ou outras formas de premiação.

“A gamificação já está presente em diferentes interações fora do ambiente corporativo. Quando aplicada ao trabalho, pode trazer uma forma mais descontraída de ajudar os colaboradores a se ajustarem à rotina”, explica. O Ponto Web também utiliza uma interface simplificada, com botões de fácil identificação e informações que permitem ao próprio trabalhador acompanhar seus registros e entender eventuais pendências.

Para evitar resistência, a empresa precisará explicar as regras, garantir critérios justos e ouvir os trabalhadores. A gamificação tende a funcionar melhor como orientação e reconhecimento voluntário do que como exposição ou pressão. A fonte não detalhou exemplos específicos de premiações ou rankings.

Integração de sistemas de RH

Além dos agentes e da gamificação, a Benner aposta na integração entre sistemas de RH, gestão de desempenho e People Analytics. Para Ilana, uma das principais fontes de ineficiência está na necessidade de registrar ou conferir a mesma informação em diferentes ferramentas. Quando o dado entra uma única vez e circula por um ecossistema integrado, diminui o trabalho operacional e aumenta a consistência das análises.

“O grande ponto de evolução é entender que, quando trabalhamos em um ecossistema integrado, com uma única entrada do dado, reduzimos o trabalho operacional. Dados coerentes e fontes confiáveis geram mais assertividade nas decisões”, afirma. A integração, portanto, é vista como um pilar para a eficiência e a confiabilidade das informações no RH.

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