iFood agentes de IA: cultura é o desafio

iFood agentes de IA: cultura é o desafio

Na Maratona EBB 2026, Raphael Bozza, líder de Pessoas do iFood, apresentou um dado que sintetiza a aceleração da inteligência artificial na empresa: 27 mil agentes de IA criados em aproximadamente um ano, até abril de 2026. O número, revelado durante sua palestra, chamou a atenção não apenas pela escala, mas pelo que ele representa em termos de mudança organizacional. A apresentação evidenciou que a adoção massiva de tecnologia é apenas o primeiro passo de uma jornada mais profunda.

Foi justamente essa distância entre o discurso sobre inovação e aquilo que acontece quando uma empresa realmente tenta mudar sua forma de trabalhar que chamou minha atenção durante a apresentação. Enquanto muitas organizações falam sobre transformação digital, poucas conseguem traduzir isso em práticas cotidianas. No iFood, o desafio agora é fazer com que os 27 mil agentes de IA não sejam apenas ferramentas, mas parte integrante da cultura corporativa.

O que significa ser AI First

Na Maratona EBB 2026, Raphael Bozza mostrou que ser AI First significa mais do que adotar ferramentas. Significa aprender a conviver com o erro, equilibrar velocidade e qualidade e preparar pessoas para construir o futuro. Essa definição vai além da simples implementação tecnológica: trata-se de uma mudança de mentalidade que afeta todos os níveis da organização. A fonte não detalhou exemplos específicos de erros ou ajustes, mas a ênfase na convivência com o erro sugere um ambiente de experimentação contínua.

Para que uma empresa seja verdadeiramente AI First, não basta disponibilizar plataformas ou treinamentos pontuais. É preciso criar condições para que as pessoas testem, falhem e aprendam sem medo de represálias. A fala de Bozza indica que o iFood está buscando esse equilíbrio, embora os mecanismos exatos não tenham sido divulgados. A transição de uma cultura de controle para uma cultura de autonomia é um dos pontos centrais dessa transformação.

O cérebro dividido da inovação

No centro, um cérebro dividido em dois lados. De um lado, evolução, organização, controle, escala e redução de risco. Do outro, revolução, caos, autonomia, velocidade e aceitação do risco. Essa metáfora, apresentada por Bozza, ilustra a tensão permanente entre a operação do dia a dia e a necessidade de inovar. As empresas precisam manter a excelência operacional enquanto exploram caminhos incertos.

“Entregar o hoje com excelência e construir o amanhã.” A frase resume o dilema enfrentado por organizações que desejam ser AI First. Não se trata de abandonar a eficiência atual, mas de criar espaço para a experimentação. A fonte não detalhou como o iFood estrutura essa dualidade na prática, mas a imagem do cérebro dividido sugere uma abordagem consciente da complexidade. A transição para uma cultura de IA exige que líderes e equipes naveguem entre esses dois polos sem perder o foco.

Produtividade incremental versus transformação real

Inclusive, acompanhei entrevistas recentes em que Bozza abordou a diferença entre ganhos incrementais de produtividade e transformações capazes de alterar de maneira relevante os resultados do negócio por meio da IA. Essa distinção é crucial: muitos projetos de IA geram melhorias marginais, mas poucos mudam fundamentalmente a forma como o valor é criado. A fonte não especificou quais métricas o iFood utiliza para diferenciar esses dois tipos de impacto.

Os 27 mil agentes de IA podem representar tanto um salto quantitativo quanto qualitativo, dependendo de como são integrados aos processos. Se forem usados apenas para automatizar tarefas repetitivas, o ganho será limitado. Se, por outro lado, permitirem novas formas de trabalho, o impacto pode ser transformador. A fala de Bozza sugere que o iFood está atento a essa diferença, mas os detalhes sobre casos concretos não foram revelados. A transição para uma cultura de IA exige que a organização defina claramente o que espera de cada agente.

O desafio da cultura organizacional

Transformar tecnologia em cultura é, segundo a apresentação, a parte mais difícil. Não basta criar 27 mil agentes de IA; é preciso que as pessoas confiem neles, saibam usá-los e estejam dispostas a mudar seus hábitos de trabalho. A resistência à mudança é um obstáculo comum em qualquer processo de transformação digital. A fonte não detalhou quais estratégias o iFood está adotando para superar essa barreira.

A cultura de uma empresa é formada por valores, crenças e comportamentos compartilhados. Para que a IA se torne parte dessa cultura, é necessário um esforço contínuo de comunicação, treinamento e liderança. A fala de Bozza indica que o iFood reconhece essa complexidade e está investindo em preparar pessoas para construir o futuro. No entanto, os mecanismos específicos de mudança cultural não foram divulgados. A transição para uma cultura de IA é um processo gradual que exige paciência e consistência.

O papel das pessoas na era da IA

Na Maratona EBB 2026, Raphael Bozza mostrou que ser AI First significa mais do que adotar ferramentas. Significa aprender a conviver com o erro, equilibrar velocidade e qualidade e preparar pessoas para construir o futuro. As pessoas continuam sendo o elemento central dessa equação. A tecnologia pode ampliar capacidades, mas são os indivíduos que definem como ela será utilizada. A fonte não detalhou programas específicos de capacitação ou reciclagem profissional.

Preparar pessoas para construir o futuro envolve desenvolver novas competências, como pensamento crítico, colaboração com máquinas e adaptabilidade. Também exige uma mudança de mentalidade em relação ao erro: em vez de punir falhas, é preciso vê-las como oportunidades de aprendizado. A fala de Bozza sugere que o iFood está ciente desses desafios, mas os detalhes sobre iniciativas concretas não foram revelados. A transição para uma cultura de IA depende, em última análise, da capacidade das pessoas de abraçar a mudança.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

More Articles & Posts