A semana de quatro dias tem ganhado espaço como estratégia para reter talentos sem comprometer a alta performance. Um exemplo é a .be Comunica, empresa do setor de live marketing e eventos, que adotou o modelo e, nos últimos três anos, alcançou R$ 200 milhões em faturamento. O caso mostra que produtividade pode estar mais ligada a foco e gestão do que a horas trabalhadas.
Motivação: atrair e reter talentos
Segundo Rodrigo Villaboim de C. Franco, sócio da .be Comunica, a principal motivação para a adoção da jornada reduzida foi criar um diferencial competitivo para atrair e reter talentos. A empresa buscava um ambiente mais sustentável para quem já fazia parte do time. A mudança surgiu de uma pergunta sobre como continuar entregando em alto nível sem transformar a rotina das equipes em exaustão constante. A lógica foi direta: se a empresa conseguisse manter entrega, qualidade e atendimento aos clientes, a jornada reduzida poderia continuar. Caso contrário, o benefício perderia sustentação.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Indicador: sustentação do modelo
O principal indicador de sucesso, segundo Rodrigo Villaboim de C. Franco, é a própria sustentação do modelo. A empresa continuou crescendo, manteve entregas relevantes, preservou clientes importantes e seguiu atraindo e retendo talentos. Nos últimos três anos, a .be Comunica alcançou R$ 200 milhões em faturamento. O resultado não veio simplesmente de “trabalhar menos”. Na prática, a empresa buscou uma forma mais inteligente de trabalhar, envolvendo mais foco, redução de desperdícios de tempo, menos burocracia desnecessária, maior autonomia e clareza sobre prioridades.
Mudança cultural e corresponsabilidade
A mudança mexeu na cultura interna. Ao adotar um modelo diferente do padrão do mercado, as equipes passaram a entender que havia corresponsabilidade para que ele continuasse existindo. Flexibilidade e autonomia ganharam força, mas sempre acompanhadas de responsabilidade. O impacto mais claro aparece em atração e retenção de talentos. Profissionais olham para a .be Comunica por enxergarem uma proposta diferente do mercado. Internamente, o modelo se tornou um benefício valorizado e associado a maior equilíbrio em determinados períodos.
Lições para RH e lideranças
A provocação que fica é relevante para o RH e para as lideranças: talvez produtividade tenha menos relação com a quantidade de horas trabalhadas e mais com foco, responsabilidade, clareza e qualidade da gestão. Para empresas brasileiras que ainda enxergam redução de jornada apenas como risco, o caso mostra outro caminho possível. Com planejamento, cultura forte e responsabilidade compartilhada, flexibilidade pode deixar de ser ameaça operacional e se transformar em estratégia de crescimento sustentável.
Fonte
- mundorh.com.br
- .be Comunica (www.becomunica.com.br)




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