Afastamentos crescem e expõem saúde feminina no RH

Afastamentos crescem e expõem saúde feminina no RH

O crescimento dos afastamentos no trabalho relacionados a condições ginecológicas acende um alerta no RH. Especialistas defendem que o tema precisa sair da pauta de diversidade e entrar na gestão estratégica de pessoas, com foco em diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo.

Saúde feminina além da diversidade

Sarita Vollnhofer, CHRO da Alice, afirma que a saúde feminina não pode mais ser tratada apenas como um item de diversidade. Para ela, o RH que mantém essa abordagem continuará vendo os afastamentos crescerem. A executiva defende uma mudança de paradigma na forma como as empresas enxergam o cuidado com a saúde das colaboradoras.

Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br

Jornada estruturada faz diferença

Na visão de Vollnhofer, uma jornada estruturada de cuidado não apenas melhora o acompanhamento, mas também permite enxergar problemas antes que eles se transformem em afastamentos. Ela destaca que a Alice desenvolve programas que monitoram sintomas e intervêm precocemente, evitando o agravamento de condições.

Diagnóstico tardio da endometriose

Daniel Knupp, Líder Médico da Alice, aponta que o maior desafio é o tempo necessário para o diagnóstico da endometriose, que pode levar, em média, sete anos no Brasil. Ele explica que a jornada da empresa não espera esse diagnóstico tardio: age no risco, monitora os sintomas e intervém antes que a condição avance para cirurgia ou internação evitável. Essa abordagem proativa é fundamental para reduzir afastamentos.

Impacto nos custos e na qualidade de vida

Especialistas em saúde ocupacional destacam que programas de diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo podem reduzir afastamentos, melhorar a qualidade de vida das colaboradoras e diminuir os custos relacionados à ausência no trabalho. A prevenção e o cuidado contínuo são mais eficazes do que a reação a problemas já instalados.

Tendência para o futuro do RH

Com o aumento dos afastamentos e o avanço das discussões sobre direitos trabalhistas ligados a condições ginecológicas, o tema tende a ganhar espaço nas agendas de Recursos Humanos, Saúde Corporativa e Segurança do Trabalho. Empresas que não se anteciparem podem enfrentar custos crescentes e perda de talentos femininos.

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