Organizações enfrentam dificuldades para converter investimentos em inteligência artificial (IA) em ganhos estratégicos para a gestão de pessoas. O diagnóstico é de Bruno Cortez, CEO da Elofy, plataforma de gestão de desempenho do grupo Zucchetti. Para ele, o problema está menos nas ferramentas e mais na forma como elas vêm sendo implementadas.
Automação de processos ineficientes
Cortez afirma que o principal desafio não está na tecnologia, mas em automatizar processos que já nasceram ineficientes. Com isso, a empresa passa a executar mais rápido uma burocracia que continua sem gerar valor. A transformação digital exige, antes da automação, uma revisão dos próprios processos.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Equívoco ao aplicar IA em fluxos antigos
Segundo Cortez, um equívoco recorrente é aplicar IA sobre fluxos de trabalho antigos sem revisar sua relevância ou impacto para o negócio. Esse cenário reduz o potencial estratégico do RH e dificulta que os profissionais atuem em iniciativas ligadas ao desenvolvimento organizacional, retenção de talentos e planejamento da força de trabalho.
Mudança no papel dos recrutadores
Na avaliação de Cortez, esse movimento não elimina a atuação dos recrutadores, mas modifica seu papel dentro das organizações. A tecnologia tende a assumir atividades operacionais, enquanto o profissional passa a agregar valor na interpretação de dados, na compreensão do negócio e na tomada de decisões estratégicas.
Monitoramento contínuo de talentos
Segundo Cortez, o monitoramento contínuo pode ajudar empresas a identificar sinais precoces de desengajamento e risco de desligamento, permitindo intervenções antes da perda de talentos. Para ele, o maior risco para as organizações não está em adotar a IA, mas em restringir seu uso apenas à automação de tarefas.
Futuro do RH entre dados e humanidade
Cortez conclui que o RH do futuro será definido pela capacidade de transformar dados em inteligência para o negócio. A operação tende a ser cada vez mais automatizada, enquanto estratégia, empatia e tomada de decisão continuam sendo competências essencialmente humanas.




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