A comunicação de líderes começa antes da técnica. Essa premissa desafia os programas corporativos tradicionais, que focam apenas em oratória e storytelling. Superada essa etapa, surge uma pergunta crucial: quem é essa pessoa quando comunica?
Identidade comunicacional: o ponto de partida
Na prática, uma das ferramentas mais eficazes para esse processo é o trabalho com arquétipos. Eles funcionam como mapas da identidade comunicacional. Veja alguns exemplos:
- Governante: comunica direção, estabilidade e tomada de decisão.
- Sábio: inspira profundidade, análise e credibilidade intelectual.
- Criador: desperta inovação e novas possibilidades.
- Herói: comunica coragem, determinação e capacidade de execução.
É essa coerência que faz uma liderança ser percebida como autêntica. Descobrir quem comunica, entretanto, ainda não basta. É preciso decidir como essa identidade será percebida dentro da organização.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Posicionamento estratégico: o que você quer ser lembrado
Enquanto o branding responde quem você é quando comunica, o posicionamento responde pelo que você deseja ser lembrado. Trata-se de uma decisão consciente sobre o espaço que aquela liderança pretende ocupar na percepção das pessoas. O posicionamento transforma identidade em percepção de valor.
Técnica com base sólida gera líderes influentes
Somente depois dessas três etapas a técnica passa a exercer seu verdadeiro papel. A oratória, o storytelling, a estrutura narrativa, a linguagem corporal e todas as ferramentas tradicionalmente ensinadas nos treinamentos deixam de tentar criar presença e passam a potencializar uma presença que já existe.
Quando há clareza mental, identidade comunicacional e posicionamento estratégico, a técnica encontra uma base sólida sobre a qual produzir resultados consistentes. Sem essa base, ela costuma gerar apenas apresentações melhores. Com essa base, contribui para formar líderes mais influentes.
Talvez o maior erro dos programas corporativos seja tentar ensinar alguém a falar melhor antes de ajudá-lo a compreender quem é, qual espaço deseja ocupar e quais barreiras ainda o impedem de exercer plenamente sua liderança. A comunicação eficaz, portanto, começa muito antes das palavras.





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