Durante anos, repetimos que o maior desafio das empresas era atrair e reter talentos. Hoje, o maior risco para muitas organizações é a crescente dificuldade de transformar estratégia em execução. Quem está no centro dessa crise é a liderança intermediária, que sustenta a estratégia, mas dá sinais claros de esgotamento.
Estratégia nasce no topo, vive no meio
A transformação de estratégia em execução depende da liderança intermediária. Como afirma Lucas Papa, colunista Mundo RH, Diretor na Michael Page e Conselheiro de empresas inovadoras, a estratégia nasce no topo, mas só ganha vida no meio. O “meio” começa a dar sinais claros de esgotamento.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Pressão por produtividade e reestruturações
As empresas continuam perguntando como acelerar a produtividade. Nos últimos anos, reduzimos estruturas, ampliamos spans de controle, achatamos organogramas e aumentamos a velocidade das decisões. A inteligência artificial passou a acelerar processos, mas não reduziu a complexidade das escolhas.
Gestor: de líder a tradutor de contextos
O líder intermediário deixou de ser apenas um gestor de pessoas para se tornar um tradutor permanente de contextos. Uma pesquisa recente da Deloitte aponta que quase 40% do tempo dos gestores é consumido por atividades administrativas e pela resolução de problemas imediatos. Estamos exigindo dos gestores exatamente aquilo para o qual eles têm cada vez menos tempo.
Expectativas versus realidade
Queremos líderes que desenvolvam talentos, fortaleçam a cultura organizacional, estimulem a inovação e construam equipes de alta performance. Entregamos agendas dominadas por reuniões, conflitos operacionais, aprovações, sistemas, indicadores e urgências. A Gallup vem demonstrando que gestores apresentam alguns dos maiores índices de estresse e burnout dentro das organizações. A queda no engajamento dos gestores impacta diretamente o engajamento de suas equipes.
Plano estratégico sem proteção
Toda empresa possui um plano estratégico. Poucas possuem uma estratégia para proteger quem executa esse plano todos os dias. Cada vez mais executivos altamente competentes hesitam em assumir posições de gestão. A crise silenciosa da liderança intermediária é um alerta para as organizações repensarem o suporte a esses profissionais.




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