A média salarial do setor de tecnologia atingiu R$ 5,6 mil, segundo pesquisa que aponta um mercado mais estável, avanço de cargos ligados à inteligência artificial e maior investimento em saúde mental e bem-estar corporativo. O levantamento foi realizado em parceria com a Plooral e, a partir desta edição, conta também com a participação da SinSalarial.
IA e dados impulsionam salários
O avanço da inteligência artificial e da análise de dados já reflete diretamente na composição das equipes e na remuneração dos profissionais. Cargos relacionados à engenharia de dados e inteligência artificial registraram crescimento salarial superior a 20%. Além disso, posições de liderança técnica apresentaram valorização acima de 30% na comparação anual.
Por outro lado, engenharia de software e marketing digital registraram retração superior a 10% na remuneração média. As empresas passaram a ampliar a participação de profissionais seniores em áreas consideradas estratégicas, enquanto posições juniores perderam espaço relativo.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Mercado em amadurecimento
Para Diego Ramos, presidente da ACATE, o setor atravessa uma fase de amadurecimento após anos de grande volatilidade. A pesquisa, com mais de 19 mil informações salariais analisadas e participação de 190 empresas de oito estados brasileiros, reforça uma mudança estrutural no mercado de tecnologia.
Bem-estar como estratégia
Oito em cada dez empresas que possuem programas estruturados de bem-estar oferecem apoio psicológico aos colaboradores por meio de modelos híbridos, combinando atendimento tradicional e plataformas digitais. Para Carolina Farah, CEO e fundadora da SinSalarial e diretora da Vertical Peopletech da ACATE, o tema deixou de ser periférico dentro das organizações.
Benefícios ligados ao bem-estar já fazem parte das estratégias de compliance, cultura organizacional e retenção de talentos, deixando de ser iniciativas isoladas para se tornarem componentes permanentes das políticas de RH.
Indicadores positivos
O percentual de reclamações trabalhistas caiu de 11,79% para 4,70% em 2025 — uma redução superior a 60%. Os indicadores de turnover também apontam um ambiente mais equilibrado, com estabilidade nas taxas gerais de movimentação e redução das demissões involuntárias.
Fonte
- mundorh.com.br
- tecnologia (www.teclogin.com.br)





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