Pressão constante e saúde mental comprometida
Uma pesquisa com 400 líderes e 350 profissionais de RH revelou que sete em cada dez líderes já pensaram em desistir da função devido ao impacto na saúde mental. O levantamento mostra que 88% dos líderes trabalham sob pressão constante, e 44,6% classificam essa pressão como alta ou extrema.
Nove em cada dez líderes convivem diariamente com altos níveis de cobrança. Esse cenário levou 70% a considerar abandonar a posição por causa dos efeitos emocionais. A fonte não detalhou o período da coleta dos dados.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Atribuições que mais geram pressão
Entre as tarefas que mais pressionam os líderes, 58% citaram desenvolver pessoas e gerenciar conflitos. O mesmo percentual apontou o equilíbrio entre estratégia e operação. Já a gestão de mudanças organizacionais foi mencionada por 44%.
A falta de tempo e recursos agrava o estresse: 20,9% dos líderes apontam a falta de tempo como principal obstáculo para desenvolver suas equipes. Outros 17,1% citam a ausência de ferramentas e processos adequados, e 15,6% mencionam o baixo engajamento das equipes.
Falta de preparo e capacitação insuficiente
Um dado alarmante: 78% dos líderes afirmam ter assumido o cargo sem formação suficiente. Quase nove em cada dez admitem conduzir processos de mudança sem clareza em alguns momentos. Além disso, 63% acreditam que a capacitação de lideranças recebe pouca atenção nas empresas.
Essa percepção é corroborada pelos profissionais de RH: 58,4% afirmam que os investimentos em desenvolvimento de lideranças são inexistentes ou insuficientes. Como resultado, 54,1% dos profissionais de RH avaliam que os líderes atendem apenas parcialmente às exigências do cargo. Mais grave: 34,6% classificam a capacidade das lideranças como baixa ou muito baixa para lidar com situações complexas.
Afastamentos por transtornos mentais em alta
O impacto na saúde mental dos líderes reflete um problema mais amplo. Os afastamentos por transtornos mentais atingiram 546.254 casos no Brasil, o maior número da última década. A fonte não detalhou o período exato, mas o dado reforça a urgência de ações preventivas e suporte psicológico nas organizações.
Diante desse cenário, a pesquisa sugere que as empresas precisam rever suas estratégias de desenvolvimento de lideranças e oferecer mais suporte emocional. A saúde mental dos líderes não pode mais ser negligenciada, sob risco de agravamento dos índices de afastamento e perda de talentos.


Deixe um comentário