O recrutamento e a seleção de talentos deixaram de ser uma função meramente administrativa para se consolidar como uma decisão estratégica de negócio. Em um mercado cada vez mais competitivo, contratar certo tornou-se um diferencial que impacta diretamente a produtividade, a inovação e o clima organizacional. A executiva Rebeca Leite, da METARH, destaca que o RH precisa atuar como ponte entre dados e pessoas, equilibrando tecnologia e humanização.
Tecnologia fortalece o protagonismo do RH
Longe de substituir o profissional de Recursos Humanos, a tecnologia vem para potencializar seu papel. “Tecnologia não tira o protagonismo do RH; ela fortalece esse protagonismo”, afirma Rebeca. Ferramentas digitais automatizam etapas repetitivas, liberando tempo para análises mais profundas. “Esse movimento melhora a experiência de todos os envolvidos, com menos deslocamento, menos etapas manuais e processos mais rápidos”, completa.
No entanto, a executiva ressalta que a tecnologia deve vir acompanhada de método. “O desafio é estruturar processos ágeis sem serem superficiais, exigindo método, tecnologia, clareza sobre o perfil desejado, avaliação comportamental, leitura cultural e capacidade consultiva”, explica. A pressão por velocidade é uma realidade; empresas precisam contratar rápido para não perder produtividade, projetos, expansão e competitividade. Mas “velocidade precisa caminhar junto com precisão”.
Riscos da pressa e a importância do comportamento
Acelerar sem critério pode gerar consequências negativas. “Acelerar sem critério pode gerar desligamento precoce, baixa performance, dificuldade de integração e impactos negativos no clima do time”, alerta Rebeca. A executiva lembra que empresas contratam pela técnica, mas demitem pelo comportamento. Por isso, aspectos como comportamento, potencial, motivação, aderência cultural e capacidade de relacionamento exigem sensibilidade, escuta e interpretação.
“A entrevista continua sendo uma etapa estratégica”, reforça. A consultoria, nesse contexto, passa a representar a cultura, os valores e o posicionamento da empresa contratante ao longo de toda a jornada de atração. Rebeca destaca que não é sobre empilhar currículo, mas entender o negócio, o contexto e os desafios para trazer gente que faz sentido de verdade.
Equilíbrio entre agilidade e qualidade
Empresas querem processos mais rápidos, mas não podem abrir mão da qualidade. Candidatos desejam jornadas mais simples, mas também esperam respeito, clareza e conexão. O RH precisa atuar como ponte entre dados e pessoas, conciliando essas expectativas. Rebeca Leite reconhece que o tema está longe de ser resolvido; há uma distância entre intenção e prática em muitas organizações.
A diversidade também entra nessa equação. “A diversidade deve ser encarada como uma construção contínua que precisa evoluir junto com o negócio e com as pessoas”, afirma. Para a executiva, ser referência no setor exige consistência e atuação ativa na evolução das práticas de RH.
Cultura organizacional como diferencial
A cultura organizacional da METARH aparece como um diferencial na forma como a empresa atrai, avalia e desenvolve talentos. Para Rebeca, a METARH é uma empresa feita por pessoas e para pessoas. Ela conecta essa cultura à origem da empresa, mencionando a trajetória de Dona Biga, fundadora da METARH, diretora e sua mãe. Essa herança reforça o compromisso com o lado humano do negócio.
Em suma, o RH digital e estratégico não é uma contradição, mas uma evolução necessária. A tecnologia agiliza, mas a sensibilidade humana garante que as contratações sejam acertadas. Como conclui Rebeca, o equilíbrio entre dados e pessoas é o caminho para transformar o recrutamento em uma verdadeira decisão de negócio.




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