Janine Goulart, líder de RH da KPMG, em entrevista

Janine Goulart, líder de RH da KPMG, em entrevista

Janine Goulart, líder de Recursos Humanos e mobilidade global da KPMG, detalhou os desafios e a complexidade envolvidos na transferência internacional de executivos. A entrevista, publicada na edição 103 da revista Você RH, aborda as múltiplas variáveis que empresas e profissionais precisam considerar nesse processo.

Com uma trajetória que inclui estágios na área jurídica durante a faculdade e atuação exclusiva em empresas, Goulart oferece uma perspectiva prática sobre o tema.

Trajetória profissional e transição de carreira

Janine Goulart construiu sua carreira sempre atuando em empresas, passando por diferentes setores. Durante a graduação, ela realizou estágios na área jurídica, o que lhe deu uma base inicial para sua jornada profissional.

Posteriormente, a executiva migrou de uma multinacional de bens de consumo para uma consultoria. Essa transição entre indústrias ampliou seu entendimento sobre os desafios corporativos e lhe proporcionou uma visão abrangente dos processos organizacionais.

Essa experiência em diferentes ambientes corporativos se mostra valiosa para lidar com a complexidade da mobilidade global, tema central de sua atuação atual na KPMG.

Desafios enfrentados pelas empresas na expatriação

Um dos pontos destacados por Janine Goulart é que, muitas vezes, a empresa não tem experiência suficiente para lidar com todas as questões relacionadas à expatriação. Esse cenário exige um planejamento cuidadoso e, em alguns casos, o apoio de consultorias especializadas.

Além disso, o executivo que passa por esse processo está focado em suas responsabilidades profissionais. Isso pode limitar sua capacidade de gerenciar aspectos pessoais e familiares da mudança.

Integração entre áreas

Para superar essas dificuldades, empresas com processos mais maduros costumam alinhar a área de talentos com a área de mobilidade global. Essa integração é fundamental para garantir que a transferência atenda tanto aos objetivos corporativos quanto ao bem-estar do profissional.

A falta de alinhamento pode resultar em problemas de adaptação e, em casos extremos, no retorno antecipado do executivo ao país de origem.

Fatores que influenciam a expatriação

A decisão de enviar um profissional para outro país envolve uma série de fatores que precisam ser cuidadosamente avaliados. Segundo a entrevista, elementos como a posição do profissional entram na equação, assim como o tipo de atividade que ele vai exercer.

A estruturação da remuneração também é um ponto crucial, pois precisa considerar diferenças de custo de vida e aspectos tributários.

Questões familiares e acordos internacionais

Outros aspectos importantes incluem:

  • Se a família acompanha ou não
  • Quais acordos internacionais existem entre os países envolvidos

A presença da família pode facilitar a adaptação, mas também introduz desafios adicionais, como a integração de cônjuges e filhos. Por outro lado, acordos entre nações podem simplificar questões burocráticas, como vistos e impostos, tornando o processo mais fluido.

Benefícios profissionais da experiência internacional

No campo profissional, a expatriação oferece uma série de vantagens para o executivo:

  • Aprendizado técnico: Permite ao profissional adquirir novas habilidades e conhecimentos específicos do mercado local
  • Exposição a novas práticas organizacionais: Pode enriquecer sua bagagem e perspectiva de carreira

Em muitos casos, o executivo entra em contato com métodos de gestão muito estruturados e rotinas de trabalho altamente eficientes. Essa experiência pode ser transformadora, especialmente quando envolve culturas organizacionais diferentes daquelas a que está acostumado.

A imersão em um novo ambiente corporativo estimula a inovação e a adaptabilidade, competências cada vez mais valorizadas no mercado global.

Desafios pessoais e familiares na expatriação

Um dos maiores obstáculos enfrentados durante a expatriação é o idioma. Há uma grande diferença entre usar uma língua estrangeira em reuniões ocasionais e viver integralmente em outro idioma no dia a dia.

Essa barreira linguística pode afetar tanto a performance profissional quanto a integração social do executivo e de sua família.

Adaptação familiar

Em alguns casos, a expatriação acaba sendo interrompida porque o cônjuge ou os filhos não conseguem se adaptar ao novo país. A dificuldade de adaptação familiar é um fator crítico que pode comprometer o sucesso da transferência.

Por isso, é essencial que as empresas ofereçam suporte adequado, como programas de integração e assistência psicológica, para minimizar esses riscos. A fonte não detalhou quais tipos específicos de suporte são mais eficazes.

A importância do alinhamento estratégico

Para garantir o sucesso da mobilidade global, é fundamental que as empresas desenvolvam processos estruturados e integrados. Como mencionado anteriormente, organizações com práticas mais maduras costumam alinhar a área de talentos com a área de mobilidade global.

Essa sinergia permite uma abordagem mais holística, considerando tanto as necessidades da empresa quanto as do profissional.

A entrevista com Janine Goulart reforça que a expatriação não é apenas uma questão logística, mas um processo estratégico que impacta a carreira do executivo e os resultados da organização.

Com planejamento adequado e suporte contínuo, é possível transformar essa experiência em uma oportunidade de crescimento para todos os envolvidos. A edição 103 da Você RH traz essa discussão para o centro do debate sobre gestão de pessoas no cenário internacional.

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