O que a Geração Z realmente valoriza no trabalho
Uma pesquisa publicada por O Estado de S. Paulo revela que a remuneração pesa mais na escolha profissional dos jovens. No entanto, a nova geração quer segurança, reconhecimento, mobilidade e ambientes que ensinem em vez de apenas cobrar. A reflexão sobre o futuro do trabalho e da educação ganha contornos práticos.
Salário, flexibilidade e equilíbrio
Salário importa porque a vida material importa. Flexibilidade importa porque o tempo importa. Equilíbrio importa porque saúde importa. Desenvolvimento importa porque futuro importa. Essas afirmações resumem as prioridades da geração Z, segundo análise do colunista do Mundo RH e doutor em Psicologia pela UFSCar, Laôr Fernandes de Oliveira.
A geração Z talvez esteja apenas verbalizando algo que outras gerações suportaram caladas: ninguém quer viver em ambientes que cobram muito, ensinam pouco e reconhecem tarde. A pesquisa confirma que a remuneração é um fator decisivo, mas não o único.
Ambientes que ensinam e cobram: o desafio para gestores e educadores
A pergunta ‘que comportamentos queremos desenvolver, em quais condições, com quais apoios, com quais critérios e com quais consequências?’ vale para ensinar frações no ensino fundamental, formar leitores no ensino médio, desenvolver analistas em uma empresa ou preparar lideranças para ambientes complexos. Essa questão central, proposta pelo colunista, conecta educação e trabalho.
Para gestores, educadores e lideranças, a pergunta é: o ambiente que oferecemos aumenta ou reduz a vontade de aprender, permanecer e contribuir? A resposta não estará nos slogans institucionais, mas nas práticas diárias. As novas gerações parecem cada vez menos dispostas a ignorar essa diferença.
Implicações práticas para organizações
A pesquisa indica que a escolha profissional dos jovens é influenciada pela remuneração, mas também por fatores como reconhecimento e mobilidade. Laôr Fernandes de Oliveira destaca que a nova geração busca ambientes que ensinem, não apenas que cobrem. Isso exige uma revisão das práticas de gestão e ensino.
O equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a flexibilidade e o desenvolvimento contínuo são demandas concretas. As organizações que ignorarem esses aspectos podem perder talentos para concorrentes que ofereçam condições mais alinhadas às expectativas da geração Z.




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