Em um mercado marcado por mudanças rápidas, pressão por resultados e equipes cada vez mais diversas, liderar deixou de ser apenas comandar pessoas. Especialista da Afferolab mostra como líderes podem alternar entre estilos diretivo, coach, participativo e delegativo para desenvolver equipes, aumentar engajamento e impulsionar resultados.
Não existe um estilo ideal
Para Alessandra Lotufo, sócia e Managing Director da Afferolab, não existe um estilo ideal de liderança. Segundo ela, o estilo de liderança precisa acompanhar o contexto, o nível de maturidade da equipe e os desafios enfrentados pela organização. A especialista destaca quatro modelos de liderança: diretivo, coach, participativo e delegativo.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Diretivo: velocidade e organização
O estilo diretivo costuma aparecer em cenários que exigem velocidade, organização e decisões rápidas. Nele, o líder define caminhos claros, acompanha a execução de perto e reduz dúvidas da equipe. Segundo Alessandra, o estilo diretivo funciona especialmente bem quando o time ainda possui pouca experiência ou quando há necessidade de respostas rápidas diante de crises, mudanças ou alta pressão operacional. O perfil diretivo costuma estabelecer metas objetivas, corrigir desvios rapidamente e criar processos mais estruturados.
Coach: foco no desenvolvimento
No estilo coach, o líder atua menos como chefe e mais como facilitador do crescimento profissional. O foco deixa de ser apenas a entrega imediata e passa a incluir aprendizado, desenvolvimento e fortalecimento do protagonismo dos colaboradores. Perguntas estratégicas substituem ordens diretas, estimulando a reflexão e a autonomia.
Participativo: colaboração como performance
A liderança participativa aposta na colaboração como ferramenta de performance. No estilo participativo, o líder envolve a equipe nas decisões e cria um ambiente onde opiniões, sugestões e diferentes perspectivas são valorizadas. Segundo Alessandra, o estilo participativo tende a funcionar melhor em equipes mais maduras e experientes, principalmente em momentos de transformação organizacional ou inovação.
Delegativo: autonomia e confiança
O modelo delegativo aposta em autonomia e confiança. No estilo delegativo, o líder estabelece expectativas claras, mas permite que os profissionais conduzam tarefas e tomem decisões com maior liberdade. Esse modelo é indicado para times de alta performance que já demonstram maturidade e responsabilidade.
O erro de acreditar em um único modelo
Para especialistas em gestão de pessoas, o maior erro das organizações é acreditar que existe apenas um modelo correto de liderança. O cenário atual exige líderes capazes de alternar estilos conforme o contexto da equipe, os objetivos do negócio e o momento emocional dos profissionais. Em um ambiente corporativo marcado por burnout, transformação digital, pressão por produtividade e novas expectativas das gerações mais jovens, a liderança deixou de ser apenas uma competência comportamental e passou a ser uma peça central da estratégia organizacional.
Fonte
- mundorh.com.br
- Afferolab (www.afferolab.com.br)



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