Repensando o crescimento profissional
O conceito de crescimento na carreira está sendo repensado por especialistas em recursos humanos. Para Paula Esteves, colunista do Mundo RH e CEO da Cia de Talentos, o avanço profissional não precisa estar atrelado apenas à hierarquia. Em sua análise, ela propõe uma reflexão sobre como as empresas podem valorizar diferentes formas de contribuição.
Contribuição além da hierarquia
Segundo Paula Esteves, quando uma empresa reconhece que contribuição tem formas diferentes de se expressar, abre espaço para retenção de talento de verdade. Isso inclui não apenas quem aspira à próxima posição, mas também quem busca significado, aprendizado contínuo e autonomia em formatos variados. A especialista destaca que a diversidade de trajetórias pode ser um diferencial competitivo.
Ela ressalta que o modelo tradicional de promoção vertical não atende a todos os perfis profissionais. Muitos colaboradores encontram realização em projetos desafiadores ou em funções que permitem maior especialização, sem necessariamente almejar um cargo de chefia. A empresa que ignora essa realidade corre o risco de perder talentos valiosos.
Uma pergunta honesta
Paula Esteves levanta uma questão que ainda é pouco feita com honestidade: se você pudesse desenhar sua carreira sem o molde da promoção tradicional, o que escolheria? A pergunta convida profissionais e organizações a repensarem as métricas de sucesso. A fonte não detalhou exemplos de respostas, mas sugere que a reflexão é o primeiro passo para mudanças.
A CEO da Cia de Talentos defende que as empresas precisam criar ambientes onde diferentes formas de crescimento sejam possíveis. Isso envolve desde planos de carreira em Y até programas de desenvolvimento horizontal. A retenção de talentos, segundo ela, depende dessa abertura para percursos não lineares.
Em suma, a visão de Paula Esteves aponta para um futuro em que o crescimento na carreira é medido por contribuições reais, e não apenas por títulos. Cabe às organizações e aos profissionais abraçarem essa nova perspectiva.




Deixe um comentário