O mercado de tecnologia no Brasil vive um paradoxo: enquanto a inteligência artificial (IA) avança como principal motor de transformação, as empresas enfrentam um apagão de talentos. Pesquisa recente revela que 46% das organizações apontam a IA como força motriz para os próximos dois anos, mas metade delas encontra dificuldades para preencher vagas. O cenário expõe lacunas tanto em habilidades comportamentais quanto técnicas, e o tempo de contratação se alonga.
IA lidera mudanças, mas falta mão de obra
De acordo com o levantamento, a inteligência artificial é citada por 46% das empresas como o principal motor de mudança no mercado de tecnologia nos próximos dois anos. A necessidade de qualificação profissional aparece em segundo lugar, mencionada por 29% das organizações. Inovações tecnológicas são lembradas por 17% das empresas como motor de mudança. Os dados indicam que, apesar do entusiasmo com a IA, a capacitação da força de trabalho não acompanha o ritmo das transformações.
Competências comportamentais são maior lacuna
Metade das empresas aponta as competências comportamentais como a maior lacuna entre os candidatos. Já 44% das organizações mencionam as competências técnicas como o principal déficit. A dificuldade em encontrar profissionais qualificados se reflete nos prazos de contratação:
- Apenas 14% das empresas conseguem preencher vagas em menos de um mês.
- Metade das organizações leva entre um e dois meses para contratar.
- 25% demoram de dois a três meses.
- Para 11% das empresas, o processo ultrapassa quatro meses.
LinkedIn é principal ferramenta de recrutamento
Para buscar candidatos, 60% das organizações utilizam o LinkedIn como principal ferramenta de recrutamento. A plataforma se destaca em um mercado onde a procura por profissionais especializados é intensa. Entre as posições mais difíceis de preencher:
- Especialistas em inteligência artificial são mencionados por 35% das empresas.
- Engenheiros de software são lembrados por 31% das organizações.
- Conhecimentos em Segurança da Informação são citados por 30% como área crítica.
- Inteligência Artificial e Machine Learning são apontados por 29% das empresas como área crítica.
Inglês e perfil da Geração Z pesam na seleção
O domínio do inglês é um filtro importante: 78% das empresas desclassificam candidatos que não têm domínio do idioma. Além disso, as empresas precisam considerar as preferências da Geração Z. O salário aparece como fator mais importante na escolha de onde trabalhar, citado por 53% das organizações. Flexibilidade na jornada é citada por 49% das empresas, e equilíbrio entre vida pessoal e profissional é mencionado por 39%.
Diversidade ainda é desafio
A dificuldade em encontrar candidatos de grupos sub-representados é admitida por 93% das empresas. O dado revela que, além da escassez de talentos, há um desafio adicional de inclusão. Enquanto isso, iniciativas como o Ford buscam ampliar o acesso à capacitação. O programa está com inscrições abertas até 3 de maio para novas turmas em São Paulo, com 40 vagas disponíveis. A fonte não detalhou o conteúdo do curso.




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