O que está por trás do aumento do turnover
O aumento das saídas voluntárias e das demissões por justa causa nas empresas brasileiras não pode mais ser lido apenas como oscilação natural do mercado de trabalho. Há um rompimento estrutural entre o que as empresas dizem oferecer e o que as pessoas realmente encontram no cotidiano profissional.
Desligamentos e pedidos de saída são sinais de que algo se perdeu na forma como o trabalho vem sendo conduzido e percebido.
Paula Esteves, CEO da Cia de Talentos, observa que a crise está na qualidade da relação entre cultura, liderança e experiência do colaborador. Existe um descasamento estrutural entre o que as organizações prometem e o que as pessoas realmente vivenciam no dia a dia.
Os números de turnover e desligamento revelam a distância entre a cultura que a empresa comunica e a cultura que realmente sustenta no cotidiano.
A fragilidade da liderança atual
A liderança está fragilizada. O trabalho mudou radicalmente nos últimos anos, criando um ambiente mais complexo, emocionalmente exigente e instável.
Muitos gestores não receberam preparo adequado para exercer seu papel com intencionalidade nesse novo contexto.
Impacto direto na experiência do colaborador
A liderança direta é um ponto crítico na experiência do colaborador, sendo produto do ambiente que a empresa construiu. Qualquer mudança real na experiência do colaborador passa, inevitavelmente, pela liderança.
A liderança continua sendo a figura com maior poder de transformar o ambiente ao redor.
O protagonismo necessário da liderança
O protagonismo da liderança precisa ser apoiado por desenvolvimento, clareza e responsabilidade compartilhada com RH e organização. É preciso desenvolver o papel da liderança e o papel do colaborador.
Parte dos profissionais ainda espera que todas as respostas cheguem prontas, exercendo pouco protagonismo sobre a própria trajetória.
O fator decisivo: pertencimento
As pessoas ficam ou saem pela forma como se sentem vistas, desenvolvidas e incluídas no ambiente de trabalho. Pertencimento é vivência, não é um valor na parede.
Pertencimento é quando a pessoa sente que faz parte de algo.
O caminho para reconstruir a confiança
Para enfrentar essa crise silenciosa, as organizações precisam reconhecer que a liderança é produto do ambiente que a empresa construiu. O trabalho mudou radicalmente nos últimos anos, exigindo novas competências e abordagens.
Muitos gestores não receberam preparo adequado para exercer seu papel com intencionalidade em um ambiente mais complexo.
Estratégias para transformação
- A liderança continua sendo a figura com maior poder de transformar o ambiente ao redor
- Qualquer mudança real na experiência do colaborador passa, inevitavelmente, pela liderança
- O protagonismo da liderança precisa ser apoiado por desenvolvimento, clareza e responsabilidade compartilhada com RH e organização




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