Estudo global revela riscos financeiros e de capital humano
Um estudo global com 1.800 profissionais de diferentes mercados revela que a adoção lenta de inteligência artificial (IA) pode comprometer tanto as receitas das empresas quanto a retenção de talentos. A pesquisa, conduzida pela Thomson Reuters, mostra que, embora 74% dos profissionais utilizem ferramentas de IA ao menos semanalmente, 91% acreditam que suas organizações ainda estão longe de explorar todo o potencial da tecnologia. O cenário levanta alertas sobre riscos financeiros e de capital humano.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Uso não autorizado cresce com lentidão
Um dos fenômenos destacados é a chamada Shadow AI — termo que descreve o uso de ferramentas de inteligência artificial sem aprovação ou supervisão corporativa. Cerca de um terço dos profissionais admite utilizar soluções de IA não autorizadas por suas organizações. Esse percentual sobe para 41% entre aqueles que consideram que suas empresas avançam lentamente na implementação da tecnologia. A falta de acesso a ferramentas corporativas adequadas também é um fator: 41% dos profissionais relatam não ter acesso a soluções que atendam a seus requisitos.
Risco de perda de talentos
A demora na adoção da IA pode levar à saída de profissionais. Segundo o estudo, 24% dos entrevistados considerariam deixar seus empregos nos próximos dois anos caso suas organizações não demonstrem ganhos concretos com o uso da inteligência artificial. Em um horizonte mais curto, 13% indicam que poderiam deixar seus empregos nos próximos 12 meses. Entre os usuários mais frequentes de soluções de IA, quase um terço recusaria uma oportunidade profissional caso a empresa não oferecesse acesso a ferramentas desse tipo. Apesar disso, quase metade dos executivos seniores entrevistados acredita que pressões relacionadas à retenção de talentos só devem se tornar relevantes dentro de três anos ou mais.
Clientes podem reavaliar fornecedores
O impacto da lentidão na adoção de IA também atinge a relação com clientes. O estudo aponta que 32% dos clientes entrevistados pretendem reavaliar seus fornecedores nos próximos 12 meses. Entre esses, aproximadamente um terço movimenta mais de US$ 1 milhão por ano em serviços profissionais. A fonte não detalhou os setores específicos, mas a pesquisa indica que a insatisfação com a inovação tecnológica pode levar à perda de contratos significativos.
Vantagem competitiva para quem age
Steve Hasker, presidente e CEO da Thomson Reuters, afirma que empresas que conseguem operacionalizar a IA estão conquistando vantagens competitivas relevantes. O relatório também destaca a crescente preocupação com governança e confiabilidade das soluções de inteligência artificial. Em áreas como direito, auditoria, compliance e consultoria tributária, cresce a demanda por ferramentas capazes de oferecer resultados verificáveis, segurança de dados e transparência. Nesse contexto, a Thomson Reuters defende o conceito de ‘IA de nível fiduciário’ (Fiduciary Grade AI), baseado em princípios como proteção de dados, conteúdo especializado, transparência, rastreabilidade e suporte humano.
Desafio de transformar uso em resultados
Os resultados do estudo sugerem que o desafio dos próximos anos será como transformar o uso de IA em resultados mensuráveis. As empresas que não acelerarem a implementação correm o risco de perder talentos, receitas e competitividade. A pesquisa reforça a necessidade de alinhar estratégia, governança e ferramentas adequadas para extrair o máximo potencial da inteligência artificial.
Fonte
- mundorh.com.br
- inteligência artificial (www.teclogin.com.br)




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