O Tribunal Superior do Trabalho (TST) registrou 12.813 novas ações trabalhistas relacionadas a assédio sexual em 2025, um aumento de 40% em comparação com 2024. Os números, divulgados pela corte, indicam que o problema persiste nas organizações brasileiras, apesar dos esforços de conscientização. A violência contra a mulher continua sendo amplamente subnotificada, o que sugere que os casos reais podem ser ainda maiores.
Comportamentos mais comuns e cultura organizacional
Entre os comportamentos mais frequentemente relatados estão comentários sobre aparência física, piadas de teor sexual, convites insistentes após recusas, olhares invasivos, compartilhamento de conteúdos impróprios e aproximações físicas desnecessárias. Essas práticas costumam ser disfarçadas de brincadeiras, elogios ou justificadas como parte da cultura organizacional. A fonte não detalhou a frequência exata de cada tipo de conduta, mas destacou que o que caracteriza o assédio não é a intenção de quem pratica a ação, mas o efeito sobre quem recebe.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Assédio também ocorre no ambiente digital
O assédio pode ocorrer presencialmente ou por meios digitais, dentro ou fora do expediente. Isso amplia o desafio para as empresas, que precisam monitorar não apenas o ambiente físico, mas também as interações virtuais entre colaboradores. A fonte não especificou a proporção de casos em cada modalidade, mas alertou que a tecnologia tem sido usada para perpetuar condutas abusivas.
Postura preventiva e tolerância zero
Combater o assédio exige uma postura preventiva e não apenas reativa. Empresas que desejam criar ambientes mais seguros precisam adotar uma política explícita de tolerância zero ao assédio. Canais de denúncia devem ser acessíveis, preferencialmente terceirizados e anônimos, que garantam confidencialidade e imparcialidade. A fonte não informou quantas empresas já implementaram tais canais, mas ressaltou que a existência da ferramenta não é suficiente.
Investigações e responsabilização
Investigações céleres, proteção às vítimas e responsabilização efetiva dos agressores são etapas fundamentais para que os colaboradores confiem nos processos internos. A confiança em um canal não é construída pela ferramenta em si, mas pela maneira como a organização responde aos relatos. Quando as pessoas percebem que as denúncias são investigadas com seriedade e geram ações concretas, a credibilidade aumenta.
Papel da liderança
Gestores possuem influência direta sobre a cultura das equipes e sobre como situações inadequadas são percebidas e tratadas. A liderança dita o tom das relações dentro das organizações. A fonte não detalhou exemplos de boas práticas, mas enfatizou que o exemplo vindo de cima é essencial para criar um ambiente de respeito.
Consequências da omissão
Ignorar denúncias ou minimizar situações de assédio pode gerar consequências significativas para as organizações. Além dos riscos jurídicos e financeiros, a omissão compromete a reputação da empresa perante colaboradores, clientes e parceiros. Quando uma organização ignora ou minimiza denúncias, perde a confiança das pessoas e contribui para uma cultura de permissividade. Investigar adequadamente os relatos deixa de ser apenas uma obrigação ética e passa a ser também uma estratégia de gestão de riscos.
Medo de retaliação ainda é barreira
Muitas pessoas continuam receosas de sofrer retaliações, exposição ou prejuízos profissionais após relatar uma situação de violência. Esse medo é um dos principais fatores que mantêm a subnotificação elevada. A fonte não apresentou dados sobre o percentual de denúncias que resultam em punição, mas destacou que a percepção de impunidade desestimula novas denúncias.





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