Promoção por carisma e liderança: o que realmente importa

Promoção por carisma e liderança: o que realmente importa

Percepção versus realidade na liderança

Em ambientes corporativos dinâmicos, profissionais que se posicionam bem e comunicam segurança tendem a ser percebidos como mais preparados. No entanto, para Allison Howell, CEO da Hogan Assessments, empresas ainda confundem visibilidade, ambição e autoconfiança com preparo para liderar. Enquanto isso, colaboradores esperam comunicação, integridade, responsabilidade, confiança e bom julgamento.

Essa percepção é ainda mais forte quando as empresas têm pouco tempo, poucos dados ou processos frágeis para avaliar potencial de liderança. Para identificar se a organização está promovendo líderes pelo carisma ou pela performance individual, e não pela capacidade de desenvolver equipes, o RH precisa revisar seus critérios de promoção. Esse desalinhamento mostra que o modelo de avaliação pode estar deixando de considerar aquilo que realmente sustenta a liderança: a capacidade de criar ambientes produtivos, seguros, colaborativos e orientados a desenvolvimento.

Novo foco do RH: quem faz os outros crescerem

Para o RH, a pergunta deixa de ser apenas “quem entrega mais?” e passa a ser “quem faz outras pessoas entregarem melhor, crescerem e confiarem na direção proposta?”. Isso mostra que liderança eficaz não depende apenas de visão estratégica ou capacidade de influência. Ela depende da forma como o líder cria clareza, sustenta acordos, comunica decisões, assume responsabilidades e apoia o desenvolvimento das pessoas.

Impactos no ambiente de trabalho

Quando esses elementos estão presentes, a equipe tende a trabalhar com mais segurança. Quando faltam, aumentam ruídos, insegurança, retrabalho e perda de engajamento. A arrogância também compromete o aprendizado. Líderes que não escutam, não reconhecem falhas e resistem ao feedback tendem a criar ambientes de baixa confiança. Comportamentos passivo-agressivos enfraquecem relações, dificultam alinhamentos e tornam a comunicação menos transparente.

Equilíbrio entre resultados e colaboração

A discussão não é sobre abandonar ambição, foco em resultados ou determinação. Esses atributos continuam importantes. O desafio é equilibrá-los com colaboração, pertencimento e escuta ativa. Isso significa que a liderança do futuro não será menos orientada a resultado. Ela será mais consciente sobre como os resultados são construídos. A forma de liderar passa a importar tanto quanto a meta alcançada. Outro ponto relevante é o crescimento da importância das decisões baseadas em dados.

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