Os benefícios de fertilidade estão ganhando espaço nas estratégias de Recursos Humanos no Brasil, ampliando a agenda de cuidado corporativo. A demanda, embora ainda subnotificada, já se mostra relevante para a retenção de talentos e para a atração de profissionais. Gabriela Varisco, cofundadora da Nest Fertilidade e head de vendas, afirma que o bem-estar é tratado de forma integral, considerando aspectos pessoais, familiares e de longo prazo.
Benefícios flexíveis e a aproximação com necessidades reais
Os benefícios flexíveis permitem que as empresas se aproximem das necessidades concretas dos colaboradores. Dentro dessa lógica, a fertilidade surge como uma frente relevante. A possibilidade de personalizar os pacotes de benefícios torna viável incluir tratamentos de fertilidade, algo que antes era visto como distante da realidade corporativa. Essa abordagem flexível facilita a adesão e amplia o alcance das políticas de cuidado.
Integração à jornada de saúde como caminho
O caminho para tornar a fertilidade uma pauta corporativa mais ampla passa por integrá-la à jornada de saúde. Isso significa que o benefício não deve ser tratado isoladamente, mas sim como parte de um conjunto de iniciativas voltadas ao bem-estar dos colaboradores. A integração permite que o tema seja abordado de forma natural e contínua, reduzindo barreiras e estigmas.
Estigmas e subnotificação da demanda
Dois estigmas dificultam a adoção do benefício de fertilidade no Brasil: a percepção de que atende poucos colaboradores e a ideia de que é necessariamente caro. Além disso, a demanda por benefícios de fertilidade é subnotificada porque muitas pessoas não se sentem seguras para expor o tema no ambiente corporativo. Esses fatores contribuem para que o assunto ainda seja tratado com cautela pelas empresas.
Fertilidade e retenção de talentos
A relação entre fertilidade e retenção é uma das mais fortes para o RH. Muitos profissionais estão no auge da carreira no momento em que começam a pensar em planejamento familiar. Quando a empresa oferece um benefício estruturado de fertilidade, ela reduz o conflito entre vida pessoal e profissional. O impacto aparece na retenção de talentos estratégicos e na atração de profissionais, tornando o benefício um diferencial competitivo.
Sustentabilidade financeira e personalização
Gabriela destaca que os tratamentos de fertilidade apresentam grande variabilidade entre pacientes. Do ponto de vista da sustentabilidade financeira, é importante que exista algum limite por pessoa nos tratamentos. Essa abordagem permite que as empresas ofereçam o benefício de forma viável, sem comprometer o orçamento, ao mesmo tempo em que atendem às necessidades individuais dos colaboradores.
Papel do RH na jornada reprodutiva
O papel do RH é decisivo para que a jornada reprodutiva seja tratada com acolhimento, confidencialidade e segurança. O RH deve atuar como facilitador, garantindo acesso à informação, canais seguros e acesso aos tratamentos. Essa atuação é fundamental para que os colaboradores se sintam amparados e para que o benefício seja utilizado de forma efetiva.
Paralelo com saúde mental e tendências
As empresas já avançaram na abordagem de temas sensíveis como saúde mental. A tendência é que a fertilidade percorra um caminho parecido ao da saúde mental, da terapia e dos programas de bem-estar. Esse movimento indica que o tema deve ganhar cada vez mais espaço nas políticas de RH, seguindo uma trajetória de maior abertura e acolhimento.
Benefícios como sinal de integralidade
Para o RH, benefícios são sinais concretos de como a empresa enxerga as pessoas em sua integralidade. Apoiar a fertilidade significa reconhecer que colaboradores têm projetos de vida, desejos familiares, desafios de saúde e momentos pessoais. O benefício de fertilidade fala sobre autonomia, inclusão, pertencimento, planejamento, saúde e futuro, consolidando-se como um elemento central na nova agenda de cuidado corporativo.




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