Escala 6×1: o novo desafio do RH
A escala 6×1, que alterna seis dias de trabalho por um de folga, está pressionando empresas e equipes. Para o RH, essa mudança exige uma postura mais preditiva. Em vez de atuar apenas quando o afastamento aumenta, o turnover sobe ou o passivo trabalhista já está formado, a área passa a identificar tendências, antecipar riscos e reorganizar a operação antes que o desgaste se transforme em crise.
RH ganha papel preditivo
Empresas que monitoram melhor esses elementos ganham mais previsibilidade e reduzem exposição a riscos. Aquelas que mantêm uma leitura simplificada do tema correm o risco de tratar como normal o que já deveria ser encarado como sinal claro de desgaste. Segundo Cássio Carvalho, há empresas que continuam reagindo apenas quando o problema já estourou.
Por outro lado, cresce o número de organizações que começam a olhar a jornada não apenas para corrigir desvios, mas para evitá-los. É nesse ponto que a gestão deixa de ser só corretiva e passa a assumir papel mais preditivo.
Foco na qualidade da gestão
Essa leitura ajuda a deslocar o foco do debate. O ponto de virada não está necessariamente na escala 6×1 como estrutura fixa, mas na qualidade da gestão da jornada. Quando não há controle sobre esses fatores, a operação tende a perder eficiência ao longo do tempo, ainda que o desgaste não apareça imediatamente nos indicadores mais tradicionais.
Assim, a escala 6×1 se torna um catalisador para que as empresas repensem seus processos de gestão de pessoas, priorizando a antecipação de problemas em vez da correção de crises já instaladas.




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