Saúde mental no trabalho: Brasil em alerta desafia RH

Saúde mental no trabalho: Brasil em alerta desafia RH

Um levantamento da Starbem, plataforma de saúde mental, acendeu o alerta no setor de Recursos Humanos: altos índices de ansiedade, problemas de sono e o impacto direto na produtividade dos trabalhadores exigem atenção imediata. O estudo, que analisou dados de atendimentos digitais, mostra que a saúde mental deixou de ser tema periférico para se tornar pilar estratégico nas organizações.

Mulheres são maioria nos atendimentos

Cerca de 70% dos atendimentos são realizados por mulheres entre 25 e 45 anos. Esse dado sugere que a população feminina em idade produtiva busca suporte emocional de forma mais ativa, possivelmente reflexo de múltiplas jornadas e pressões sociais. A fonte não detalhou os motivos específicos, mas o percentual chama a atenção para a necessidade de políticas de acolhimento direcionadas.

Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br

Sono ruim afeta 58% dos participantes

Outro indicador preocupante é a qualidade do sono: 58% dos participantes afirmam dormir mal ou muito mal. Apenas 13% classificam a qualidade do sono como boa ou excelente. O estudo aponta correlação entre níveis mais elevados de ansiedade e pior qualidade do sono, criando um ciclo vicioso que compromete a saúde como um todo.

A redução da qualidade do descanso pode influenciar memória, regulação emocional e capacidade de recuperação física e mental. Especialistas em saúde ocupacional alertam que problemas persistentes de sono impactam disposição, foco e produtividade dos trabalhadores, reforçando a urgência de intervenções no ambiente corporativo.

Acolhimento digital é bem avaliado

Apesar dos desafios, o levantamento traz um dado positivo: 94,6% dos participantes afirmaram sentir-se acolhidos durante o atendimento digital. A possibilidade de realizar consultas em ambiente familiar e com maior privacidade pode contribuir para adesão aos tratamentos e ampliar acesso ao suporte emocional. Esse formato tem se mostrado eficaz para quebrar barreiras de estigma e logística.

Saúde mental como estratégia empresarial

Os resultados reforçam que a saúde mental se tornou questão estratégica para empresas e lideranças. Organizações têm sido desafiadas a desenvolver políticas mais efetivas de prevenção, acolhimento e suporte psicológico. O relatório sugere que iniciativas voltadas ao cuidado emocional, qualidade do sono, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e ampliação do acesso à saúde mental podem desempenhar papel importante na construção de ambientes de trabalho mais sustentáveis e produtivos.

Diante desse cenário, o RH precisa repensar suas práticas e investir em programas que priorizem o bem-estar dos colaboradores, sob pena de ver a produtividade e o clima organizacional se deteriorarem. A Starbem, com seus dados, oferece um retrato claro de que o cuidado com a mente é tão essencial quanto qualquer outro indicador de desempenho.

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