RH 2030: inteligência artificial, o futuro começa agora

RH 2030: inteligência artificial, o futuro começa agora

O RH que liderará em 2030 já está sendo construído agora. A afirmação é de Léo Oliveira, fundador da Humanos & Inteligência Artificial, durante sua participação na 6ª Semana de Tecnologia e Inovação para RH da ABRH-SP. O evento reuniu profissionais para discutir os impactos da inteligência artificial, da confiança e do futuro humano do trabalho.

Momento decisivo para o RH

Segundo Léo Oliveira, as organizações vivem um momento decisivo para definir quais serão os protagonistas da próxima década. Ele afirma que a inteligência artificial já chegou ao RH, impactando processos, lideranças, clima organizacional e a forma como as pessoas trabalham. Oliveira abriu o workshop “Mapeando casos de IA para aumento de eficiência e produtividade”.

Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br

Estratégia antes da tecnologia

Oliveira disse que não gosta de workshops sobre inteligência artificial porque a maioria das discussões começa pela tecnologia quando deveria começar pela estratégia. Para ele, um dos erros mais comuns das empresas é investir em soluções de IA antes de compreender claramente quais problemas precisam ser resolvidos. Segundo o especialista, a questão central é identificar quais desafios de negócio realmente justificam a adoção da tecnologia.

Impacto concreto para as pessoas

Oliveira afirma que antes de falar em automação, algoritmos ou plataformas, precisamos entender onde a inteligência artificial pode gerar impacto concreto para as pessoas, para o RH e para a organização. Ele acredita que as competências humanas ganharão ainda mais relevância nos próximos anos. Durante o encontro promovido pela ABRH-SP, os profissionais foram convidados a refletir sobre problemas reais de suas organizações e compartilhar perspectivas com colegas de diferentes setores e contextos.

O que a tecnologia não replica

Segundo Oliveira, nessa troca surgiu algo que nenhuma tecnologia consegue replicar. Ele afirma que a capacidade de conectar experiências, interpretar contextos complexos e gerar insights a partir de vivências distintas continua sendo uma característica profundamente humana. Na visão de Oliveira, o futuro do RH será definido pela combinação entre inteligência humana e inteligência artificial.

Nova fase: de experimentação a resultado

Para Oliveira, o mercado já entrou em uma nova fase; não basta mais testar ferramentas ou conduzir projetos-piloto isolados. A prioridade agora é transformar experimentação em resultado. Oliveira apresentou uma metodologia chamada “Bússola Estratégica”, criada para ajudar empresas a avaliar se um projeto de inteligência artificial possui potencial real de gerar valor antes de consumir recursos financeiros e operacionais. A proposta considera fatores como impacto esperado, viabilidade de implementação e capacidade de adoção pelas equipes.

Liderança do RH em 2030

Oliveira afirma que os profissionais que liderarão o RH nos próximos anos precisarão desenvolver visão sistêmica, pensamento estratégico e capacidade de conectar tecnologia aos objetivos do negócio. A construção desse perfil, segundo ele, já começou.

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