Na era da automação, as marcas estão esquecendo das pessoas? A pergunta é feita por Isadora Reis, Head de Marketing & Comunicação Corporativa para América Latina na Korn Ferry. Em uma reflexão sobre o tema, ela aponta que o excesso de comunicação automatizada pode estar afastando consumidores, que se sentem fatigados e buscam experiências com real valor agregado.
O incômodo que gerou o questionamento
Isadora Reis relata que já deixou de comprar novamente de uma empresa por se irritar com o volume de e-mails e mensagens de WhatsApp recebidas, a ponto de bloquear o remetente em ambas as plataformas. Esse episódio pessoal ilustra um problema mais amplo: a desconexão entre as estratégias de marketing automatizadas e as reais necessidades dos consumidores.
A executiva questiona se as marcas estão sendo relevantes e agregando valor para a experiência do consumidor ou apenas garantindo bons números para apresentar no fechamento do quarter. Quando o pensamento é de curto prazo, conquista-se apenas o quarter, alerta ela.
Vídeo: YouTube | Fonte: mundorh.com.br
Fadiga digital: um fenômeno generalizado
As pessoas estão fatigadas, seja no B2B ou no B2C, afirma Isadora Reis. O bombardeio de mensagens, e-mails e notificações tem gerado um cansaço generalizado, que afeta tanto consumidores finais quanto profissionais em seus ambientes de trabalho.
Enquanto as pessoas querem interagir com conteúdos e viver experiências que realmente agreguem algo às suas vidas, seja em suas agendas profissionais, no bem-estar ou na rotina diária, o outro lado parece produzir apenas mais, mais e mais. Esse descompasso entre a oferta e a demanda por conteúdo relevante é um dos principais desafios do marketing atual.
Mais perguntas do que respostas
A autora pede desculpas se suas reflexões terminam com mais perguntas do que respostas. Ela diz que talvez ela mesma ainda não tenha as respostas. No entanto, afirma que questionar é o primeiro passo para encontrar soluções mais alinhadas com as expectativas das pessoas.
A provocação de Isadora Reis convida profissionais de marketing e comunicação a repensarem suas estratégias, colocando o ser humano no centro, em vez de métricas de curto prazo. Afinal, na era da automação, esquecer das pessoas pode custar caro.



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